Mesquita vermelha sob controlo total do exército paquistanês
As tropas paquistanesas mataram os últimos radicais que continuavam a resistir e têm agora o controlo total sobre a Mesquita Vermelha, em Islamabad, pondo fim a um cerco de mais de uma semana, anunciou o exército.
«A primeira fase da operação terminou. Já não há militantes lá dentro», disse o porta-voz do exército, o major-general Waheed Arshad.
Este responsável adiantou que prosseguem os trabalhos de «limpeza» do complexo, com unidades especiais do exército a avançarem de sala em sala em busca de minas, armadilhas e outro armamento.
O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, disse entretanto à imprensa que os militares encontraram dentro da mesquita cadáveres de mulheres e de crianças.
Explicou, no entanto, que «o maior grupo de mulheres estava junto e saiu junto do complexo», referindo-se às 27 mulheres e três crianças que saíram da mesquita na terça-feira.
«A operação acabou. Todos os que estavam lá dentro estão cá fora», disse o primeiro-ministro.
Segundo o exército, mais de 60 radicais e 10 soldados morreram, incluindo o imã da mesquita, o radical pró-talibã Abdul Rashid Ghazi, durante o assalto à mesquita, lançado às primeiras horas da manhã de terça-feira.
Fonte dos serviços de informações paquistaneses indicou, sob condição de anonimato, que devem juntar-se àqueles números 125 estudantes mortos durante o ataque.
Ao assalto, que pôs fim a uma semana de um cerco imposto na sequência de confrontos com radicais, seguiu-se a entrada no templo de unidades especiais do exército.