Mundo
Metade dos jovens alemães não consideram o nazismo uma ditadura
Um inquérito hoje divulgado em Berlim revela uma extraordinária ignorância dos jovens alemães sobre a História recente, do seu país e do mundo. Entre outras conclusões preocupantes, destaca-se a de mais de metade desses jovens alimentar dúvidas de que o nazismo tenha sido uma ditadura. Os filhos de imigrantes apresentam uma imagem ainda mais branqueadora do nazismo do que os filhos de pais alemães.
O estudo, citado no site de Der Spiegel, foi feito pelo "Departamento de Investigação sobre a Ditadura do SED" na Universidade Livre de Berlim e baseia-se nas respostas de 7.000 inquiridos do nono e décimo anos, dos vários tipos de escolas em cinco regiões: Baden-Würtemberg, Baviera, Renânia-Norte Vestefália, Sachsen-Anhalt e Turíngia
O inquérito versava sobre quatro regimes: a Alemanha nazi, a República Democrática Alemã (RDA) e a República Federal Alemã (RFA) - esta antes e depois da unificação de 1990. Além de se revelar uma alta taxa de ignorância sobre o nazismo, revela-se também um desconhecimento surpreendente sobre os outros regimes focados no inquérito: um em cada três pessoas inquiridas pensava que os governos da RDA resultavam de eleições; e metade não sabe que os governos da RFA resultam de eleições.
Dum modo geral, concluem os autores do inquérito, os estudantes inquiridos são favoráveis a um sistema de liberdade política. O grave problema que se manifesta nos resultados deste inquérito é que essa preferência se encontra completamente desprovida de mecanismos de alarme para reconhecer violações das liberdades fundamentais e para detectar, desde o início, a involução para um outro tipo de regime.
O inquérito versava sobre quatro regimes: a Alemanha nazi, a República Democrática Alemã (RDA) e a República Federal Alemã (RFA) - esta antes e depois da unificação de 1990. Além de se revelar uma alta taxa de ignorância sobre o nazismo, revela-se também um desconhecimento surpreendente sobre os outros regimes focados no inquérito: um em cada três pessoas inquiridas pensava que os governos da RDA resultavam de eleições; e metade não sabe que os governos da RFA resultam de eleições.
Dum modo geral, concluem os autores do inquérito, os estudantes inquiridos são favoráveis a um sistema de liberdade política. O grave problema que se manifesta nos resultados deste inquérito é que essa preferência se encontra completamente desprovida de mecanismos de alarme para reconhecer violações das liberdades fundamentais e para detectar, desde o início, a involução para um outro tipo de regime.