México. Colapso de viaduto por onde passava metro faz dezenas de mortos e feridos

por Alexandre Brito - RTP
Imagem do acidente na Cidade do México Reuters

Mais de vinte pessoas morreram e pelo menos 70 ficaram feridas depois de um viaduto ter colapsado no preciso momento em que passava o metro. Há várias crianças entre as vítimas mortais. O viaduto ruiu sobre uma das estradas mais movimentadas da Cidade do México.

As equipas de socorro foram chamadas de imediato ao local, onde ainda permanecem.  

Mas muitos dos trabalhos de ajuda tiveram que ser interrompidos porque há o risco de que outras partes da estrutura do viaduto possam também desabar.

A própria carruagem do metro, de acordo com informação que chega do local através das agências de informação, está muito instável. Há o risco de que outras carruagens também caiam.

O acidente aconteceu por volta das 22h30 locais. 

Imagens reveladas pela estação de televisão mexicana Milenio TV mostram o preciso momento do colapso do viaduto à passagem do metro.

É possível ver também por estas imagens que por baixo eram muitos os carros que estavam a circular.
Outras imagens revelam que pelo menos duas carruagens do metro ficaram penduradas.
As últimas informações indicavam que as autoridades locais estavam à espera de um guindaste para ajudar nas operações e estabilizar a estrutura do metro.

Dos feridos, pelo menos 65 foram transportados para o hospital. Sete estão em "estado grave" tendo sido já submetidos a cirurgias, disse a presidente da Câmara do México Claudia Sheinbaum.

As primeiras indicações apontam no sentido de que uma viga estrutural do viaduto terá cedido, o que provocou o acidente. Mas as causas ainda estão a ser investigadas, afirmou também Sheinbaum.
 Trata-se de uma linha de metro que passa por um viaduto que foi contruído há cerca de uma década. Na altura, o agora ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, era o responsável pela Câmara da Cidade do México. "O que aconteceu hoje com o metro é uma tragédia terrível. Minha solidariedade está com as vítimas e famílias", disse Ebrardsaid no Twitter. E acrescentou: "As causas devem ser investigadas e as responsabilidades definidas."
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