México. Roubo de arame farpado na fronteira com os EUA

Quinze pessoas foram detidas por alegadamente terem roubado arame farpado da fronteira do México com os EUA, colocado por autoridades americanas. Os detidos foram encontrados a vender o material aos moradores de Tijuana.

RTP /
Adrees Latif, Reuters

No ano passado, Trump destacou cerca de dois mil militares norte-americanos para a colocação de arame farpado na fronteira com o México, de forma a impedir a entrada de migrantes. O presidente dos EUA considerou a situação uma emergência nacional e quer garantir o financiamento para a construção de um muro.

Contudo, ladrões da cidade de Tijuana sabotaram as tentativas de Donald Trump, de reforçar a segurança na fronteira, ao roubarem arame farpado e ao venderem-no a residentes da cidade.

As 15 pessoas acusadas de roubar o material da fronteira foram encontradas a vender arame farpado idêntico ao que está colocado na fronteira e que, segundo órgãos de comunicação locais, não está à venda em lojas da cidade.

Uma moradora de Tijuana, num comunicado ao jornal El Sol, referiu que o homem que lhe vendeu o arame não era mexicano e não sabia falar espanhol. Acrescentou ainda que o suspeito levava um carrinho de compras cheio de "fio de concertina" para vender aos moradores. “Se soubéssemos que era da fronteira, não teríamos comprado nada”, disse.

O Conselho de Segurança Pública da cidade informou que até ao momento já foram registadas 200 notificações de incidentes na fronteira. De acordo com o Conselho, dada a elevada taxa de homicídios de Tijuana, os moradores roubam o arame farpado para o usarem como proteção.

As autoridades locais consideram que os recentes incidentes se devem não só ao aumento do crime em Tijuana – considerada a cidade mais violenta do mundo –, mas também à contestação dos moradores relativamente à colocação de arame farpado na fronteira com os EUA.
PUB