Mundo
Migrantes esmagados na fronteira da Macedónia
Pelo menos 10 pessoas desmaiaram sob a pressão de centenas de migrantes para entrar na Macedónia e estão a ser tratadas por pessoal médico. Cerca de 1.000 migrantes tentaram aproveitar a autorização de entrada decidida pelo Governo da Macedónia e, na pressão para passar a fronteira, pelo menos 10 pessoas foram quase esmagadas.
Houve gritos e o pessoal médico precipitou-se para acudir aqueles que desmaiaram ou ficaram esmagados.
O esmagamento deu-se após algumas centenas de pessoas terem já entrado no país, vindas da Grécia.
De manhã a polícia tinha selado a fronteira ao abrigo da declaração de estado de emergência, impedindo a passagem de milhares de pessoas e usando gás lacrimogéneo
para as manter afastadas.

A meio da tarde as autoridades da Macedónia deram autorização para "um número limitado" passar a fronteira.
Um porta-voz do Mnistério do Interior confirmou à Reuters a decisão. "Estamos a deixar entrar um número determinado de acordo com a nossa capacidade de os transportar e dar tratamento e cuidados médicos apropriados", afirmou Ivo Kotevski.
Apelos da ACNUR
A Agência da ONU para os Refugiados, ACNUR, instou entretanto as autoridades gregas a "dar assistência urgente às pessoas encalhadas no lado grego da fronteira e ajuda-las a deslocarem-se para locais de acolhimento a alguma distância da fronteira."
A partir da sua sede, em Genebra, a Agência mostrou-se igualmente preocupada como o nível de violência usado para impedir a passagem dos migrantes, esta manhãe instou o Governo de Skopje, Macedónia, a instaurar um "regulação ordeira" das fronteiras.
O Alto Comissário para o Refugiados António Guterres falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia, e recebeu "garantias de que a fronteira não será encerrada no futuro", revelou ainda a Agência, em comunicado.
Bulgária de prevenção
A Bulgaria anunciou esta sexta-feira a sua intenção de recorrer às forças armadas e à polícia para garantir o controlo das suas fronteiras com a Grécia e a Macedónia, a fim de prevenir um fluxo de imigrantes vindos daqueles dois países.
De acordo com um comunicado da Defesa búlgaro, tendo em vista a situação "nos países vizinhos e a vaga de refugiados, o ministério da Defesa vai propor medidas para proteger, com o ministério do Interior, a fronteira do Estado".
O ministro do Interior, Roumiana Batchvarova confirmou que a polícia e o exército estavam a prever "medidas preventivas quanto a fronteira dom a Grécia e a Macedónia" (sudoeste). Sublinhou contudo a inexistência "de um aumento da pressão migratória para o país".
A Bulgária é membro da União Europeia mas não se insere no espaço Schengen que permite a livre circulação de pessoas entre os Estados Membros. Até agora tem sido evitada pela recente vaga de migrantes que chegam à Grécia vindos da Síria e do Iraque e que procuram entrar na Macedónia e na Sérvia para passarem para a Hungria e dali para a Europa Ocidental.
Pressão migratória
A Macedónia encerrou a sua fronteira com a Grécia recorrendo a uma forte presença policial e declarando o estado de emergência e a Hungria iniciou a construção de uma vedação na sua fronteira com a Sérvia.
Desde 2013 que a Bulgária vigiava de modo especial a sua fronteira com a Turquia. Em plena rota dos migrantes vindos pela Turquia para a Europa Ocidental, o país acolheu em 2014 cerca de 11.000 pessoas, nomeadamente sírios. Entre janeiro e junho de 2015 acolheu 9.000,
País mais pobre da União Europeia, a Bulgária diz-se avassalada. Uma barreira de várias dezenas de quilómetros e cerca de mil agentes da polícia fronteiriça estão colocados desde 2014 na fronteira búlgaro-turca, para dissuadir o tráfico humano clandestino.
O esmagamento deu-se após algumas centenas de pessoas terem já entrado no país, vindas da Grécia.
De manhã a polícia tinha selado a fronteira ao abrigo da declaração de estado de emergência, impedindo a passagem de milhares de pessoas e usando gás lacrimogéneo
para as manter afastadas.
A meio da tarde as autoridades da Macedónia deram autorização para "um número limitado" passar a fronteira.
Um porta-voz do Mnistério do Interior confirmou à Reuters a decisão. "Estamos a deixar entrar um número determinado de acordo com a nossa capacidade de os transportar e dar tratamento e cuidados médicos apropriados", afirmou Ivo Kotevski.
Apelos da ACNUR
A Agência da ONU para os Refugiados, ACNUR, instou entretanto as autoridades gregas a "dar assistência urgente às pessoas encalhadas no lado grego da fronteira e ajuda-las a deslocarem-se para locais de acolhimento a alguma distância da fronteira."
A partir da sua sede, em Genebra, a Agência mostrou-se igualmente preocupada como o nível de violência usado para impedir a passagem dos migrantes, esta manhãe instou o Governo de Skopje, Macedónia, a instaurar um "regulação ordeira" das fronteiras.
O Alto Comissário para o Refugiados António Guterres falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia, e recebeu "garantias de que a fronteira não será encerrada no futuro", revelou ainda a Agência, em comunicado.
Bulgária de prevenção
A Bulgaria anunciou esta sexta-feira a sua intenção de recorrer às forças armadas e à polícia para garantir o controlo das suas fronteiras com a Grécia e a Macedónia, a fim de prevenir um fluxo de imigrantes vindos daqueles dois países.
De acordo com um comunicado da Defesa búlgaro, tendo em vista a situação "nos países vizinhos e a vaga de refugiados, o ministério da Defesa vai propor medidas para proteger, com o ministério do Interior, a fronteira do Estado".
O ministro do Interior, Roumiana Batchvarova confirmou que a polícia e o exército estavam a prever "medidas preventivas quanto a fronteira dom a Grécia e a Macedónia" (sudoeste). Sublinhou contudo a inexistência "de um aumento da pressão migratória para o país".
A Bulgária é membro da União Europeia mas não se insere no espaço Schengen que permite a livre circulação de pessoas entre os Estados Membros. Até agora tem sido evitada pela recente vaga de migrantes que chegam à Grécia vindos da Síria e do Iraque e que procuram entrar na Macedónia e na Sérvia para passarem para a Hungria e dali para a Europa Ocidental.
Pressão migratória
A Macedónia encerrou a sua fronteira com a Grécia recorrendo a uma forte presença policial e declarando o estado de emergência e a Hungria iniciou a construção de uma vedação na sua fronteira com a Sérvia.
Desde 2013 que a Bulgária vigiava de modo especial a sua fronteira com a Turquia. Em plena rota dos migrantes vindos pela Turquia para a Europa Ocidental, o país acolheu em 2014 cerca de 11.000 pessoas, nomeadamente sírios. Entre janeiro e junho de 2015 acolheu 9.000,
País mais pobre da União Europeia, a Bulgária diz-se avassalada. Uma barreira de várias dezenas de quilómetros e cerca de mil agentes da polícia fronteiriça estão colocados desde 2014 na fronteira búlgaro-turca, para dissuadir o tráfico humano clandestino.