Milhões de olhos no céu para ver o "grande eclipse" do Sol

Há eclipses do Sol ou da Lua todos os anos. Mas nem todos são totais e nem todos podem ser apreciados num único país, com o desta segunda-feira, 21 de agosto de 2017: os EUA entraram em delírio.

RTP /
A imagem do eclipse total sobre Madras, Oregon, EUA, a 21 de agosto de 2017 Aubrey Gemignani - NASA

Em Portugal, o eclipse apenas foi visto parcialmente e durante poucos minutos.

Mas numa faixa de 113 quilómetros de largura e quatro mil de comprimento, abrangendo 14 estados dos Estados Unidos da América, de costa a costa, milhões de pessoas, incluindo milhares de turistas, puderam disfrutar do espectáculo de ver o Sol ser totalmente tapado pela Lua, até ser visível apenas uma corona em torno de um disco negro.

A NASA transmitiu o evento em direto, para milhões de internautas, explicando ao vivo o que acontecia e as diversas experiências conduzidas por cientistas e curiosos.

A Lua começou a tapar o Sol no Oregon às 16h05 (17h05 em Lisboa), 09h05 locais. O eclipse foi total às 17h20 GMT (mais uma hora em Lisboa) e só terminou na Carolina do Sul às 19h49 GMT (mais uma em Portugal).

No "corredor mágico" onde pôde ser observado, o "grande eclipse" terá sido seguido por 12 milhões de privilegiados, de telescópios e máquinas fotográficas a postos.

Foram distribuídos óculos especiais a quem passava junto ao Museu do Ar e do Espaço, em Washington, e queria olhar para cima. O National Mall, a avenida que se estende à frente do Capitólio, encheu-se de miúdos e graúdos a desfrutar do fenómeno.

O Presidente Donald Trump fez saber que acompanharia o eclipse ao lado da mulher, Melania, num dos balcões da Casa Branca.

Donald Trump e a mulher, Melania, a observar o eclipse total do Sol a partir de uma varanda da Casa Branca, co o filho mais novo do Presidente dos EUA Foto: Reuters
Os próximos eclipses solares totais e onde os ver
Este foi o primeiro eclipse total sobre os EUA, de costa a costa, desde 8 de junho de 1918.

A próxima oportunidade do mundo ocidental ver um eclipse total do Sol não está longe: irá ocorrer dentro de sete anos, em 8 de abril de 2024. Será visível a partir do oeste da Europa, no Atlântico, no Ártico, na América do Norte e no norte da América do Sul.



Antes disso, a 2 de junho de 2019, quem estiver na América do Sul ou no sul da América do Norte, ou talvez a navegar no Pacífico, poderá ter a mesma visão de hoje.

Em 2020, a 14 de dezembro, haverá outro, para ser disfrutado na África do Sul, no Atlântico sul, América do Sul, Pacífico, Oceano Índico e Antártida. Um ano depois, ocorre um novo eclise solar total, sobretudo sobre a Antártida, mas visível nas zonas em torno do Pólo Sul.

A 20 de abril de 2023, será a vez dos povos do sudoeste asiático, da Austrália, e quem mais esteja na Antártida ou navegue no Pacífico e no Oceano Índico.

Se quiser acompanhar o calendário destes e de outros fenómenos naturais celestes previstos para a próxima década, consulte aqui (em inglês).

Em 2016 milhares de pessoas assistiram a um eclipse total do Sol na Indonésia.

Em 2015 tinha sido a vez de uma Super Lua ter sido escondida na totalidade pela sobra da Terra, um fenómeno relativamente raro, que foi visível em Portugal.
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