Militares israelitas mataram 27 palestinianos na terça-feira

Militares israelitas dispararam sobre palestinianos que se dirigiam para um sítio de distribuição de ajuda na Faixa de Gaza, matando 27 pessoas, afirmaram dirigentes palestinianos e testemunhas, sobre o que é o terceiro tiroteio destes em três dias.

Lusa /
O massacre israelita não poupa os centros de distribuição de ajuda Haitham Imad - EPA

Estes tiroteios diários têm ocorrido depois de uma fundação apeada por Israel e EUA ter criado pontos de distribuição de ajuda dentro de zonas militares israelitas, um sistema que asseguraram ter sido concebido para evitar o Hamas.

A Organização das Nações Unidas rejeitou o novo sistema, dizendo que não responde à crescente crise de fome e permite a Israel usar a ajuda como arma.

Os militares israelitas disseram que "tinham disparado para afastar suspeitos". Em comunicado, o porta-voz militar, Effie Defrin, disse que "os números de baixas divulgados pelo Hamas são exagerados", mas que o incidente estava a ser investigado.

A Fundação Humanitária de Gaza (FHG), que opera os locais, confirmou que tem havido violência dentro ou à volta dos mesmos.

Os cerca de dois milhões de palestinianos da Faixa de Gaza estão totalmente dependentes da ajuda internacional porque os militares israelitas destruíram praticamente todas as capacidades de produção alimentar do enclave palestiniano.

Várias testemunhas avançaram que os tiroteios ocorreram todos no local designado Flag Roundabout, situado a cerca de um quilómetro de um dos dois centros da FHG na quase desabitada cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.


Hisham Mhanna, porta-voz da Cruz Vermelha, confirmou também este número, acrescentando que o seu hospital de campanha em Rafah recebeu também 184 feridos, 19 dos quais foram declarados mortos à chegada, com outros oito a falecer depois por causa das feridas.


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