Militares sul-africanos resgataram perto de 500 pessoas das cheias em Moçambique
Os militares sul-africanos que se encontram em operações humanitárias em Moçambique resgataram pelo menos 479 pessoas das cheias, refere, em comunicado, a Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF, sigla inglesa).
"As equipas de resgate estão a trabalhar incansavelmente para retirar residentes isolados e, até à data, as tripulações da Força Aérea Sul-Africana (SAAF) resgataram com sucesso 479 pessoas das zonas afetadas pelas cheias, transportando-as para locais seguros", lê-se no documento com dados até quinta-feira, consultado hoje pela Lusa.
A força sul-africana declarou que continua ativamente empenhada em operações humanitárias e de resgate em Moçambique, após cheias devastadoras que atingiram várias regiões do sul e do centro do país.
Em comunicado, a SANDF refere que os meios aéreos destacados no âmbito desta operação incluem um helicóptero Oryx e dois helicópteros Agusta 109 de utilidade ligeira, que continuam a desempenhar um papel crucial no acesso a comunidades isoladas e na garantia de evacuações rápidas.
"A SANDF mobilizou pessoal especializado e equipamento para apoiar os esforços de socorro de emergência no âmbito da Operação CHARIOT, que visa reafirmar o nosso compromisso com a cooperação regional em tempos de crise", lê-se no documento.
Os militares sul-africanos explicam que a operação CHARIOT procura retirar pessoas em risco, salvar vidas e prestar assistência humanitária às comunidades afetadas, em estreita cooperação com as equipas de emergência e resgate, as agências de gestão de desastres e o Governo de Moçambique.
A Força de Defesa Nacional da África do Sul entrou em Moçambique na passada segunda-feira, para auxiliar nas zonas atingidas pelas cheias, tendo previsto, nesta altura, o envio de mais recursos aéreos.
De acordo com um comunicado da SANDF, a equipa de busca e salvamento, destacada no domingo, deve auxiliar nas operações de busca em Moçambique "devido às severas condições meteorológicas".
Pelo menos 642.122 pessoas foram afetadas desde 07 de janeiro pelas cheias em Moçambique, registando-se ainda 12 mortos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso, com dados até às 15:50 (13:50 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país afetaram o equivalente a 139.708 famílias, com registo de 2.879 casas parcialmente destruídas, 757 totalmente destruídas e 71.560 inundadas.