Mineiros emigrantes na África do Sul isentos de taxas aduaneiras
O governo de Moçambique e os emigrantes moçambicanos que trabalham no sector mineiro na África do Sul chegaram a acordo quanto à isenção de direitos aduaneiros, anunciaram hoje representantes dos mineiros.
Segundo um comunicado da Associação de Mineiros Moçambicanos (AMIMO), o acordo destina-se a garantir melhores rendimentos e transferência de bens para Moçambique dos trabalhadores em final de contrato nas minas da África do Sul, país que emprega a maior comunidade de trabalhadores moçambicanos no estrangeiro.
"A medida ajudará sobremaneira aqueles concidadãos que fazem o seu dia a dia na indústria mineira sul-africana, beneficiando a si e, maioritariamente, a economia moçambicana", sublinha a mesma nota.
O agravamento do custo de vida na África do Sul e em Moçambique tornou insuportável para os mineiros a cobrança de taxas e impostos aduaneiros, acrescenta o documento da AMIMO.
Mais de 50 mil moçambicanos trabalham nas minas sul-africanas, principalmente de ouro, carvão e diamantes, garantindo não só a sua sobrevivência e das suas famílias, mas também a transferência de importantes verbas pela África do Sul para o Estado moçambicano.
A emigração de moçambicanos para a África do Sul iniciou-se ainda no tempo da administração colonial portuguesa em Moçambique, ao abrigo de tratados com o governo sul-africano da altura.
Em troca do envio de mão-de-obra moçambicana para a África do Sul, o regime colonial português chegou a receber barras de ouro, além da retenção de descontos que fazia sobre os salários diferidos que os mineiros recebiam em Moçambique.