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Ministério da Saúde angolano esclarece lesões na pele em Luanda e Cuanza Norte

Ministério da Saúde angolano esclarece lesões na pele em Luanda e Cuanza Norte

O Ministério da Saúde de Angola desvalorizou hoje os casos de lesões na pele recentemente ocorridos nas províncias de Luanda e Cuanza Norte, esclarecendo que se trata de uma dermatite "comum" em algumas províncias do país.

Agência LUSA /

"Trata-se de uma dermatite causada pela irritação da pele quando em contacto com uma substância cáustica produzida por insectos de nome Paederus", refere um comunicado emitido pela Direcção Nacional de Saúde Pública.

O esclarecimento surge na sequência de notícias veiculadas por meios de comunicação social angolanos dando conta do aparecimento de vários casos de lesões na pele nas províncias do Cuanza Norte e de Luanda, aparentemente sem explicação.

O comunicado considera que "não se trata de uma situação nova, pois é comum em algumas províncias, como Benguela, Lunda Norte, Lunda Sul e Cuanza Norte", acrescentando que "quando o habitat natural destes insectos se altera, eles migram para áreas urbanas, aumentando a possibilidade de afectar um maior número de pessoas".

"Os insectos aparecem frequentemente em épocas chuvosas e têm a particularidade de serem atraídos pela luz", acrescenta.

Esta dermatite apresenta lesões que se assemelham a queimaduras, que provocam inicialmente ardor e vermelhidão e posteriormente bolhas e necrose da pele, deixando manchas escuras que podem permanecer duas a seis semanas.

"Os sintomas são agravados pela exposição ao sol e ao calor, pelo suor e pelo contacto com as roupas", alerta o comunicado da Direcção Nacional de Saúde Pública.

Como medidas de prevenção, a autoridade sanitária angolana recomenda o uso de insecticidas e de redes mosquiteiras para evitar o contacto com os insectos, a redução do número de lâmpadas acesas e a remoção de lixo e vegetação junto das habitações.

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