Ministro brasileiros diz que acordo sobre etanol com os EUA terá impacto mundial
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje, em São Paulo, que o acordo assinado entre Brasil e os EUA para promoção do uso do etanol terá um impacto mundial.
"Acredito que é um acordo que terá um grande efeito a médio e a longo p razos para o Brasil, os Estados Unidos e para todos países da América Latina, Áf rica e Ásia", disse, num conferência de imprensa.
O acordo para promoção do uso do etanol, como fonte alternativa ao petr óleo, foi assinado sexta-feira pelos presidentes dos dois países, durante uma vi sita oficial do presidente norte-americano George Bush ao Brasil.
"Esse acordo terá influência na matriz energética não apenas nos dois p aíses (EUA e Brasil), mas em todo o mundo", disse Celso Amorim.
O memorando inclui a transferência de tecnologia de produção do etanol a outros países, principalmente da América Central e das Caraíbas, como forma de estimular a produção e de diminuir as emissões de gases dos combustíveis fóssei s, causadores do efeito estufa.
Os EUA e o Brasil são os dois maiores produtores de etanol (responsávei s por cerca de 75 por cento da produção mundial) seguidos pela China, Índia e Fr ança.
Celso Amorim salientou que, na semana passada, foi criado pela ONU um f órum global com a intenção de divulgar e estimular o uso mundial do etanol. "Tra ta-se do início de uma grande mudança na cultura e na percepção mundial do que r epresentam as energias renováveis", realçou.
Durante o encontro, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva n ão conseguiu, entretanto, obter um compromisso de seu homólogo norte-americano p ara pôr fim à cobrança do imposto de importação sobre o etanol brasileiro, nos E stados Unidos.
O fim do imposto de importação de 54 centavos de dólar por galão, além de uma taxa de 2,5 por cento, é uma das principais reivindicações dos empresário s brasileiros do sector que desejam um maior acesso ao mercado norte-americano.