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Ministro da Defesa da Malásia rejeita "ações disruptivas" no mar do Sul da China

Ministro da Defesa da Malásia rejeita "ações disruptivas" no mar do Sul da China

O ministro da Defesa da Malásia, Mohamed Khaled Nordin, apelou hoje, em Pequim, a que se evitem "ações disruptivas" no mar do Sul da China, região marcada por disputas territoriais.

Lusa /
Foto: Reuters

"O mar do Sul da China é um corredor marítimo vital para o Leste Asiático e para o resto do mundo, essencial para o fluxo da economia e da prosperidade globais", afirmou Nordin, no Fórum de Xiangshan, a principal conferência anual de diplomacia militar da China.

"A nossa segurança partilhada, regional e global, depende de manter estas rotas marítimas livres, abertas e seguras", acrescentou o governante, sublinhando que "todos os Estados da região são vizinhos hoje, amanhã e sempre".

O ministro advertiu que "no mar do Sul da China existem incertezas que, se não forem geridas com cuidado, podem escalar para desconfiança e tensão", defendendo "um novo paradigma, assente não na incerteza, mas na cooperação e na vontade de trabalhar em conjunto, sempre no quadro do direito internacional".

A China reclama quase a totalidade desta região estratégica, por onde circula cerca de 30% do comércio marítimo mundial e que alberga importantes recursos pesqueiros e potenciais reservas de hidrocarbonetos, em disputa com países como Filipinas, Vietname ou Malásia.

Nos últimos meses, a Guarda Costeira chinesa envolveu-se em vários incidentes com embarcações das Filipinas em recifes contestados, agravando a tensão nas relações com Manila.

O Fórum de Xiangshan decorre esta semana em Pequim, com delegações de mais de uma centena de países, entre eles Rússia, França, Vietname, Singapura, Nigéria e Brasil, além de organizações internacionais.

Sob o lema "Manter a ordem internacional e promover o desenvolvimento pacífico", o encontro prolonga-se até sexta-feira e aborda temas como segurança global, relações entre grandes potências, Ásia-Pacífico, solução política de conflitos, controlo de armamentos, novas tecnologias e evolução da guerra, no ano em que se assinala o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da fundação da ONU.

 

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