Ministro da Defesa do Japão visita EUA em período de tensão com a China
O ministro da Defesa do Japão visitará os Estados Unidos durante uma semana a partir de segunda-feira e reunirá com o seu homólogo, Pete Hegseth, num momento de agravamento das tensões entre Tóquio e Pequim, anunciou hoje o próprio responsável.
"Enviarei uma mensagem ao mundo de que estamos decididos a trabalhar com os Estados Unidos para proteger a paz e a estabilidade na região", afirmou Shinjiro Koizumi, em conferência de imprensa, em declarações recolhidas pelo jornal económico japonês Nikkei.
O ministro evitou fazer comentários sobre o recente ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores, limitando-se a destacar que "os princípios do direito internacional devem ser respeitados".
"É importante avançar nos esforços diplomáticos para restabelecer a democracia na Venezuela e estabilizar a situação", acrescentou.
A viagem ocorre em plena disputa diplomática entre o Japão e a China e depois de Pequim ter anunciado um veto à exportação de produtos de uso dual para o país vizinho - medida que pode incluir certos elementos de terras raras, essenciais para a fabricação de componentes para alta tecnologia - no âmbito do conflito por declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.
Hegseth e Koizumi reuniram-se pela última vez em outubro, durante uma visita a Tóquio em que discutiram a intensificação dos encargos militares e o compromisso de Tóquio em reforçar o seu orçamento de Defesa.
A chefe do executivo japonês planeia incluir um valor recorde de despesas de defesa no orçamento de 2026, superior a nove biliões de ienes (cerca de 49 mil milhões de euros), destinado em grande parte à compra de veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis de longo alcance.