Missão da ONU abandona Serra Leoa no final do ano

O Conselho de Segurança da ONU prolongou hoje pela última vez e por mais seis meses o mandato da missão das Nações Unidas na Serra Leoa, prevendo-se que os capacetes azuis abandonem definitivamente o país no final do ano.

Agência LUSA /

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU adoptaram a decisão, por unanimidade, devido às condições de calma e segurança existentes no país.

Depois da retirada total da missão da ONU, as forças armadas e a polícia serão responsáveis pela segurança do país, segundo o texto da resolução.

O documento exorta as autoridades de Freetown para que façam os possíveis para desenvolver mecanismos para combater a corrupção e promover a boa governação.

Por outro lado, o Conselho de Segurança pediu às missões de paz destacadas em países vizinhos para controlarem a entrada de armas no país e cooperarem na aplicação do programa de desarmamento, desmobilização e reintegração dos combatentes.

Os capacetes azuis destacados na Serra Leoa começam a abandonar o país no mês de Agosto.

A missão de paz da ONU para a Serra Leoa (UNAMSIL), criada em 1999, foi a maior e mais cara operação de manutenção de paz da história das Nações Unidas, chegando a ter 17.000 soldados.

Os principais objectivos da missão, que actualmente conta com cerca de 4.100 efectivos, são assistir as forças armadas da Serra Leoa, garantir a segurança, patrulhar as fronteiras e as zonas onde se encontram as minas de diamantes.

Durante mais de dez anos, a Serra Leoa viveu uma guerra civil, que começou em Março de 1991, quando a Frente Revolucionária Unida se sublevou contra o governo.

A fase mais cruel desta guerra teve início em Maio de 1997, quando o governo do presidente Ahmed Tejan Kabbah foi deposto num golpe de Estado por um ala das forças armadas, que suspendeu a Constituição e se uniu aos rebeldes.

Em 1999, todas as partes envolvidas no conflito assinaram um acordo de paz em Lomé, capital do Togo.


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