Missão ONU sobe nível segurança em Timor-Leste

A missão da ONU em Timor-Leste (UNOTIL) elevou hoje o nível de segurança e pediu a todos os funcionários não essenciais que permaneçam em casa e se preparem para uma possível saída do país, noticiou a agência australiana AAP.

Agência LUSA /

Segundo a agência, o "número dois" da UNOTIL e actual chefe da missão em funções, Anis Bajwa, afirmou que o nível de alerta passou do nível um do estado de prevenção para o nível dois, que corresponde a uma restrição dos movimentos do pessoal da ONU.

Horas antes, funcionários da ONU em Timor-Leste disseram à Agência Lusa terem recebido mensagens SMS para se dirigirem às instalações do escritório da UNOTIL em Díli, no bairro de Caicoli.

Um ataque armado de cerca de 50 militares revoltosos ao quartel-general das Forças Armadas timorenses, seguido de confrontos noutros pontos da capital que provocaram pelo menos um morto, agravou hoje a crise político-militar que há várias semanas afecta o país e levou o Governo de Díli a admitir a incapacidade das forças armadas de Timor-Leste para controlarem a situação e a pedir formalmente ajuda internacional.

Por razões de segurança, a mulher e os dois filhos do Presidente timorense, Xanana Gusmão, foram retirados da residência particular do chefe de Estado, a cerca de 20 quilómetros de Díli.

Por outro lado, as embaixadas da Austrália e dos Estados Unidos começaram hoje a retirar todos os seus funcionários não essenciais da capital timorense.

Os portugueses em Timor-Leste, cerca de 450, foram hoje aconselhados pela embaixada de Portugal a permanecerem nas suas casas, "mesmo com prejuízo das suas actividades profissionais", apesar de o Governo entender que "ainda não se justifica" retirá-los do país.

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