EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Míssil Houthi atinge navio norueguês ao largo do Iémen

Míssil Houthi atinge navio norueguês ao largo do Iémen

Um míssil disparado por rebeldes Houthis no Iémen atingiu um navio de bandeira norueguesa no estreito de Bab-el-Mandeb, que separa a península Arábica de África, de acordo com o exército norte-americano.

Lusa /
O míssil foi disparado pelos rebeldes houthis Amir Cohen - Reuters

O navio petroleiro Strinda foi atingido por um míssil de cruzeiro disparado de uma zona do Iémen controlada pelos Houthis, informou o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom), referindo que o ataque não fez vítimas.

De acordo com a agência de segurança marítima britânica UKMTO, o incidente ocorreu ao largo da cidade iemenita de Mokha, no estreito de Bab-el-Mandeb.

Um incêndio deflagrou a bordo e o contratorpedeiro norte-americano USS Mason foi em socorro do navio, indicou o Centcom.

Antes da divulgação destas informações, o porta-voz militar dos Houthis tinha indicado na rede social X (antigo Twitter) que ia fazer um anúncio importante nas "próximas horas".

No sábado, os rebeldes Houthis ameaçaram atacar qualquer navio no mar Vermelho com destino a Israel caso a população da Faixa de Gaza não recebesse ajuda de emergência.

Todos os "navios ligados a Israel ou que transportem mercadorias" para Israel não são bem-vindos no mar Vermelho, uma zona estratégica situada entre o nordeste de África e a península Arábica, advertiram, em comunicado.

Nas horas que se seguiram, a fragata francesa Languedoc, destacada no mar Vermelho numa missão de segurança marítima, abateu dois drones "que se dirigiam diretamente" para a embarcação, disse o Estado-Maior.

A fragata francesa disparou mísseis antiaéreos para abater os drones, de acordo com uma fonte militar. O disparo de mísseis terra-ar em legítima defesa é uma estreia para a marinha francesa.

Na sequência deste incidente no mar Vermelho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês apelou para que "se evite qualquer conflito regional".

É também a primeira vez que um navio militar francês é alvo dos Houthis desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada por um ataque do movimento islamita palestiniano em solo israelita, a 7 de outubro.

O Hamas, membro do chamado "eixo de resistência" contra Israel, juntamente com o Hezbollah libanês e os Houthis, saudou a decisão "corajosa e ousada" dos rebeldes iemenitas.

 

Tópicos
PUB