MLSTP com mais 367 votos do que ADI, CEN recusa avançar número de mandatos

MLSTP com mais 367 votos do que ADI, CEN recusa avançar número de mandatos

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) conquistou mais 367 votos do que a Ação Democrática Independente (ADI) nas eleições legislativas de domingo, avançou hoje a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Reuters

 

Em conferência de imprensa para divulgar os resultados preliminares, o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, recusou avançar com o número de mandatos conquistados pelos partidos nos respetivos círculos eleitorais, afirmando que esta é uma competência do Tribunal Constitucional (TC).

TC demorou cerca de uma semana a validar os resultados nas presidenciais de julho.

Um par de horas antes, o líder do MLSTP já declarara vitória, também durante uma conferência de imprensa, na qual Américo Barros anunciou para o início da tarde uma passeata nas ruas da capital para celebrar a conquista, 24 anos depois de ter sido a formação política mais votada numas legislativas.

Segundo a CEN, dos quase 150 mil eleitores inscritos, só foram contabilizados 47.203 votos válidos, com o MLSTP a garantir 17.551 e a ADI 17.184.

Já o Movimento Basta assegurou 4.410 e a coligação Movimento de Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN) 4.142.

A abstenção foi ligeiramente menor do que o valor recorde verificado nas presidenciais de julho (58,81%), mas ainda assim atingiu os 58,66%.

Nas legislativas, concorreram quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

E outros três partidos sem assento parlamentar: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estavam em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e quase 150 mil eleitores encontravam-se inscritos, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

 

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