Trump suspende operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
"O Projeto Liberdade (a operação norte-americana para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado", escreveu na sua rede social, Truth Social. Oriana Barcelos - RTP Antena 1
O republicano indicou que tomou a decisão com base no "pedido do Paquistão e de outros países", no "enorme sucesso militar" obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no "grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irão".
Trump acrescentou ainda que o bloqueio norte-americano do estreito permanecerá em vigor.
c/ Lusa
Israel reivindica morte de líder da força de elite do Hamas
Viagens de avião mais caras. Instabilidade no Médio Oriente aumenta preços
A guerra no Médio Oriente tornou as viagens de avião mais caras. Há voos suprimidos, novas taxas e aumentos no preço dos bilhetes.
Rubio diz que fase ofensiva da guerra `terminou`
"A operação terminou. Epic Fury — como o presidente informou ao Congresso — concluímos essa etapa. Agora estamos focados no Projeto Liberdade".
Segundo o secretário de Estado, "o presidente dos EUA quer chegar a um acordo com o Irão sobre como o Estreito de Ormuz pode ser totalmente reaberto".
"Projeto Liberdade". Rubio apresenta plano de "resgate" de civis no Golfo
Tensão no Médio Oriente. Cessar-fogo é cada vez mais frágil
Está cada vez mais frágil o cessar-fogo em Ormuz, com Estados Unidos e Irão a discutir o controlo do estreito marítimo.
O Irão garante que afirma não ter realizado ataques contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dias.
Marco Rubio diz que morreram dez marinheiros no Estreito de Ormuz
Presidente brasileiro exige "libertação imediata" dos ativistas da "Flotilha de Gaza"
Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado…
— Lula (@LulaOficial) May 5, 2026
Irão ameaça Emirados Árabes Unidos com "resposta esmagadora"
Os Emirados Árabes Unidos foram alvo do segundo dia consecutivo de ataques com mísseis e drones, segundo o governo iraniano, após quatro semanas de relativa calma desde que os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo.
Primeiro-ministro iraquiano ofereceu ajuda nos esforços de mediação entre EUA e Irão
Brasil poderá exportar jetfuel para Portugal caso seja necessário
A governante disse que foi durante a recente visita a Portugal do presidente Lula da Silva que obteve a garantia, por parte do ministro brasileiro da Energia e Minas, de que o Brasil poderá fornecer jetfuel a Portugal, caso venha a ser necessário.
Durante uma audição regimental no parlamento, a ministra do Ambiente garantiu que a Galp assegura a produção de 80% das necessidades de jetfuel e que tem "contratos seguros e fornecedores seguros para os restantes 20%".
Admitiu, no entanto, que caso exista um agravamento da crise energética, "poderá haver alguma contenção" no fornecimento de combustível para aviação no fim do verão.
"Estamos tranquilos, monitorizamos a situação todas as semanas e estamos em contacto com países fornecedores", disse ainda.
c/ Lusa
Israel "pronto para responder com força" em caso de ataque do Irão
Trump diz que Xi é "muito gentil" sobre guerra e encerramento do estreito de Ormuz
A decisão do Irão de encerrar o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, desde o início da ofensiva dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra Teerão afeta seriamente as necessidades energéticas do gigante asiático.
"Para ser justo, ele recebe cerca de 60 por cento do seu petróleo dos países do Golfo, e acho que tem sido muito simpático. A China não nos desafiou. Eles não nos desafiam. E ele não faria isso. Não acho que tenha feito isso por mim, mas acho que tem sido muito gentil", acrescentou Trump.
O Presidente dos EUA disse que convidou Pequim a fazer uma reserva de petróleo norte-americano.
"Disse-lhes, `Enviem os vossos navios para o Texas. Não está muito mais longe. Enviem os vossos navios para a Louisiana. Enviem os vossos navios para o Alasca`. Na verdade, o Alasca é muito próximo de muitos dos países asiáticos", relatou.
Além da China, Trump também propôs a países como a Coreia do Sul ou o Japão para que comprem mais hidrocarbonetos aos EUA.
(LUSA)
Irão deixa aviso: embarcações só podem passar no Estreito de Ormuz em rotas aprovadas
"Todas as embarcações que pretendem transitar pelo Estreito são avisadas de que a única rota segura para a passagem pelo Estreito de Ormuz é o corredor previamente anunciado pelo Irão. Qualquer desvio dessa rota é considerado inseguro e será recebido com firmeza pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica".
Economia iraniana "foi destruída" e Trump quer que fique pior
"Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável"
"Partilhamos a importância da Aliança Atlântica e o reforço do pilar europeu da NATO", afirmou.
Reconhecendo que é "uma grande preocupação" o conflito no Médio Oriente, Montenegro voltou a defender que a "via diplomática e negocial tem de ser absolutamente respeitada e incrementada".
"Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável, do ponto de vista de obtenção de capacidade nuclear, em termos militares e é absolutamente inaceitável as consequências para o comércio inaceitável, relativamente às dificuldades de navegabilidade", afirmou, criticando ainda os ataques iranianos "que não obedecem a critério que se compreenda".
Montenegro de visita à Alemanha. "Portugal quer garantir segurança do Estreito de Ormuz"
“Já temos o nosso primeiro navio a caminho, que ficará no Mediterrâneo”.
"Precisamos de um NATO forte, boa para a Europa", acrescentou.
"Eles sabem o que não fazer". Trump põe em causa capacidade militar do Irão
"E, sabem, eles dispararam contra barquinhos com metralhadoras, aquelas espingardas de chumbinho. Sabem por quê? Porque eles não têm mais barcos. A Marinha é composta por... Eles chamam de barquinhos, não é?"
“Estamos num pequeno desentendimento militar. Eu digo desentendimento porque o Irão não tem chance. Nunca teve. Eles sabem disso”, disse Trump.
Na segunda-feira, já tinha chamado de "mini-guerra" e, no mês passado, descreveu as operações militares dos EUA contra o Irão como "uma pequena excursão".
"Como vocês sabem, o bloqueio tem sido incrível. É como uma peça de aço. Ninguém vai desafiar o bloqueio. E acho que está a funcionar muito bem. Podemos afirmar, e eu posso dizer isso, que o Irão quer fazer um acordo".
O que Trump admitiu não gostar no Irão "é que eles falam comigo com tanto respeito e depois vão à televisão e dizem: 'Não falamos com o presidente'".
"Entre a vida e a morte". Nobel da Paz Narges Mohammadi continua hospitalizada
A ativista iraniana está hospitalizada desde o fim de semana e, de acordo com as atualizações dadas pela advogada da laureada com o Prémio Nobel da Paz, Narges Mohammadi encontra-se "entre a vida e a morte".
“Nunca tememos tanto pela vida de Narges; ela pode deixar-nos a qualquer momento”, disse Chirinne Ardakani numa conferência de imprensa organizada pela comissão de apoio à jornalista e ativista dos direitos humanos iraniana em Paris.
"Não estamos a lutar apenas pela sua liberdade; estamos a lutar para manter o seu coração a bater", acrescentou.
A ativista de 54 anos foi transferida no início de maio da prisão de Zanjan (no norte do Irão) para um hospital na região "após uma grave piora na sua saúde, marcada em particular por dois episódios de perda total de consciência e um ataque cardíaco", segundo um comunicado divulgado pela fundação da ativista, na sexta-feira.
Internada na Unidade de Cuidados Coronários de um hospital da cidade de Zanjan, continua em “situação instável”, Mohammadi continua a receber fornecimento adicional de oxigénio e mantém a pressão arterial elevada e náuseas, indicou também a fundação nas redes sociais.
“Quando dizemos hoje que ela está entre a vida e a morte, é a primeira vez que dizemos que há risco de morte. Há um perigo real de morte hoje; precisamos agir antes que seja tarde demais”, insistiu Jonathan Dagher, diretor para o Médio Oriente da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), esta terça-feira.
Com a família de Mohammadi a viver na capital francesa, a advogada apelou a Emmanuel Macron que adote uma postura mais firme neste caso.
“Esperamos uma posição firme do presidente. Não acho que seja excessivo” fazer tal pedido, afirmou Chirinne Ardakani.
A ativista iraniana perdeu 20 quilos na prisão, tem dificuldade em falar e está atualmente “irreconhecível” em comparação ao estado anterior a esta última detenção, adiantou a advogada..
Muitos dos apoiantes da ativista têm pedido que ela seja transferida para Teerão para ser tratada por uma equipa médica particular.
Mohammadi está em greve de fome desde fevereiro, em protesto contra as condições em que se encontra encarcerada, tendo já o marido e a Fundação Narges, sediada em Paris, denunciado que as autoridades prisionais a submetem regularmente a espancamentos e outros tipos de tortura.
Laureada com o prémio Nobel da Paz em 2023, Narges Mohammadi foi detida a 12 de dezembro de 2025, enquanto assistia ao funeral do advogado Khosrow Alikordi, que morrera semanas antes em “circunstâncias estranhas”.
A ativista passou a maior parte dos últimos 20 anos de vida atrás das grades, sofreu múltiplos enfartes e foi submetida a uma cirurgia de emergência em 2022.
Emirados Árabes Unidos confirmam ataques de mísseis e drones iranianos
Zelensky debateu ataques aéreos iraniano e questão do Estreito de Ormuz com rei do Bahrein
“O nosso país enfrenta ataques terroristas semelhantes quase todos os dias, e o nosso povo tem experiência relevante em defesa em larga escala”, escreveu Zelensky numa publicação no X. “A Ucrânia está pronta para partilhar essa experiência em segurança com o Bahrein e ajudar a fortalecer a proteção da vida".
“Propus a assinatura de um acordo para drones e a ampliação da cooperação com o Bahrein, e concordamos que nossas equipes trabalharão nos detalhes”, acrescentou o líder ucraniano.
Trump admite mais duas ou três semanas de guerra sem preocupações de tempo
O Presidente norte-americano admitiu que a guerra com o Irão poderá prolongar-se ainda por duas ou três semanas e descartou que o tempo seja um "fator crucial" para os interesses de Washington.
Trump disse que ou os Estados Unidos fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra "com muita facilidade".
"Do ponto de vista militar, já ganhámos", reafirmou.
"Já me ouviram dizer isto um milhão de vezes", reconheceu o Presidente dos Estados Unidos, que ordenou os ataques ao Irão em 28 de fevereiro, numa operação conjunta com Israel.
Trump evitou pronunciar-se sobre se os ataques do Irão contra os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira representaram uma violação das tréguas em vigor desde 08 de abril.
"Veremos o que acontece", afirmou, depois de ter minimizado na segunda-feira os ataques contra um campo petrolífero no leste do país do golfo Pérsico, ao afirmar que "não houve danos importantes".
Trump também minimizou a importância da possível duração da guerra, argumentando que existe uma grande aceitação por parte do público norte-americano em relação ao conflito, ao contrário do que indicam as sondagens.
"O tempo não é um fator crucial para nós", assegurou.
Trump disse que os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz desde o lançamento na segunda-feira de uma operação militar para facilitar a passagem dos navios retidos no golfo Pérsico, embora o Irão afirme o contrário.
Relativamente às reservas de urânio do Irão, principal argumento esgrimido pelos Estados Unidos e por Israel para lançar a nova ofensiva, Trump minimizou a respetiva importância e alcance devido aos bombardeamentos lançados em junho.
"Provavelmente, [as reservas de urânio] não podem ser usadas", afirmou.
Trump admitiu que gostava de capturar o urânio em posse do Irão para evitar que as autoridades iranianas "caiam na tentação" de insistir nas aspirações nucleares.
Bruxelas já desembolsou 400 mil milhões de euros e pede que apoios combatam crise energética
A Comissão Europeia anunciou que já ultrapassou os 400 mil milhões de euros em pagamentos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia os PRR, pedindo que, na reta final, o programa ajude a "enfrentar a crise energética".
De acordo com Bruxelas, "este valor histórico sublinha o papel crucial do mecanismo na promoção de reformas e investimentos transformadores que aceleram a independência energética da Europa, as transições ecológica e digital, bem como a resiliência e competitividade a longo prazo da União".
Com o programa a acabar no final do ano e a execução a ter de ser concluída até final de agosto próximo, a Comissão Europeia adianta que, nesta reta final, o impacto dos Planos nacionais de Recuperação e Resiliência (PRR) "se torna cada vez mais visível, reforçando a capacidade da UE para enfrentar a crise energética e, ao mesmo tempo, lançando as bases para um futuro sustentável, inovador e inclusivo", numa altura de elevados preços da energia dado o conflito no Médio Oriente.
O Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, surgiu para fazer face às consequências económicas da pandemia de covid-19 e entrou em vigor em 2021, com um total de 800 mil milhões de euros (a preços correntes). Estão em causa 650 mil milhões de euros a preços de 2021.
Os pagamentos baseiam-se no desempenho, garantindo que os fundos são disponibilizados apenas após a implementação bem-sucedida das reformas e investimentos acordados.
Como o mecanismo termina no final de 2026, os Estados-membros têm de concluir todos os marcos restantes até agosto e apresentar os pedidos finais de pagamento até setembro.
Ao todo, o PRR português tem um valor de 22,2 mil milhões de euros, com 16,3 mil milhões de euros em subvenções e 5,9 mil milhões de euros em empréstimos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência.
Atualmente, o país já recebeu 11,24 mil milhões de euros em subvenções e 3,68 mil milhões de euros em empréstimos e a taxa de execução do plano é de 60%.
(Lusa)
Irão anuncia o controlo total do Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária iraniana divulgou um mapa em que mostra os limites à navegação e ameaça atacar quem não respeitar as regras.
Hegseth garante que "cessar-fogo não terminou"
Secretário da Defesa dos EUA garante que operação "Projeto Liberdade" no Estreito de Ormuz é temporária
“Para que fique claro, esta operação é separada e distinta da Operação Epic Fury”, disse Hegseth. “O Projeto Liberdade tem uma natureza defensiva, um âmbito limitado e uma duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inofensiva da agressão iraniana".
O secretário da Defesa disse que dois navios comerciais norte-americanos já atravessaram o Estreito e que outros seis navios que tentaram violar o bloqueio aos portos iranianos “foram todos impedidos de prosseguir”.
Preços do petróleo caem, mas mantêm-se acima dos 100 dólares por barril
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram mais de 1% para 112 dólares por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo norte-americano recuaram para pouco menos de 104 dólares por barril.
Os investidores acompanham de perto o frágil acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão, com os preços do petróleo a manterem-se firmemente acima dos 100 dólares por barril, enquanto a disputa no Estreito de Ormuz se prolonga.
Coreia do Sul investiga causas de incêndio em navio no estreito de Ormuz
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul indicaram, em declarações à agência noticiosa Yonhap, que as autoridades estão a tentar "verificar" se houve um ataque, tal como afirmou segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
AS fontes sublinharam que "não há vítimas" entre a tripulação sul-coreana do navio, operado pela empresa HMM.
A própria HMM declarou que, "para já, não é claro se o incidente foi causado por um ataque externo ou por uma falha interna", antes de acrescentar que o navio, o Namu, será transferido para os Emirados Árabes Unidos (EAU), enquanto prosseguem as investigações sobre o sucedido na embarcação, a bordo da qual se encontravam 24 tripulantes . seis sul-coreanos e 18 estrangeiros.
Por seu lado, a Presidência da Coreia do Sul convocou uma reunião para o dia de hoje para discutir uma possível resposta ao incidente com o navio, de bandeira panamiana, segundo a sua porta-voz, Kang Yu Jung, sem que, para já, tenham sido divulgados pormenores nem existam informações sobre uma decisão por parte de Seul.
Trump sublinhou na segunda-feira que as forças norte-americanas tinham afundado sete lanchas iranianas no âmbito da iniciativa 'Projeto Liberdade', que tem como objetivo declarado escoltar navios mercantes afetados pelo bloqueio do estreito de Ormuz, antes de afirmar que "o Irão efetuou alguns disparos contra países não envolvidos, incluindo um navio mercante sul-coreano".
"Talvez seja o momento de a Coreia do Sul se juntar à missão", afirmou.
Nesse sentido, Seul anunciou que vai "reavaliar cuidadosamente a sua posição" relativamente a uma eventual participação nas operações norte-americanas no Estreito de Ormuz.
Sem se comprometer com uma eventual mudança, o ministério da Defesa sul-coreano indicou que pretende "reexaminar cuidadosamente a sua posição" tendo em conta o direito internacional, a segurança das rotas marítimas internacionais, a aliança com os Estados Unidos e a situação de segurança na península coreana.
O Governo sul-coreano recordou, por outro lado, que "participa ativamente" nas discussões internacionais sobre a cooperação destinada a garantir uma passagem segura pelo estreito de Ormuz.
(Lusa)
UE prepara-se para eventual escassez de combustível
O comissário europeu para a Energia afirmou hoje que, por enquanto, não há problemas de abastecimento de hidrocarbonetos na UE devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, mas acrescentou que a UE está a preparar-se para uma possível escassez.
"Esperamos não chegar a esse ponto, mas estamos a preparar-nos (...), a esperança não é uma estratégia", acrescentou o social-democrata dinamarquês.
"Muito cedo para dizer quando voltaremos a uma situação normal" salientou o comissário, acrescentando que, mesmo que isso aconteça, "na melhor das hipóteses, a situação é muito grave", porque alguns dos danos nas infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico, especialmente no Qatar, levarão anos a recuperar.
"O mundo enfrenta aquela que é provavelmente a crise energética mais grave da história, uma crise que está a por à prova a resiliência das economias, das sociedades e das nossas alianças", afirmou Jørgensen, que elevou para 30.000 milhões de euros o montante adicional gasto na compra de combustíveis fósseis "sem receber qualquer fornecimento extra".
Para além de mitigar a volatilidade a curto prazo, o comissário insistiu que, a longo prazo, a União Europeia (UE) deve acelerar os esforços para "construir uma resiliência duradoura através de interligações mais sólidas, uma maior diversificação, a expansão das energias limpas e uma integração mais profunda do mercado".
O alto funcionário comunitário concluiu que a "lição crucial" da crise do Ormuz é que "a dependência energética não é apenas uma questão económica, mas também uma vulnerabilidade estratégica".
(Lusa)
Ativistas da "Flotilha de Gaza" vão continuar detidos até domingo
Os tribunais israelitas prolongaram até domingo a prisão preventiva dos dois ativistas da "Flotilha de Gaza" detidos ao largo da costa da Grécia, informou a ONG Adalah à AFP.
Os dois foram detidos juntamente com outros cerca de 170 ativistas, quando o Exército israelita intercetou cerca de metade dos navios pertencentes à Flotilha Global Sumud, a cerca de 100 quilómetros a oeste da ilha grega de Creta, em águas internacionais.
No entanto, no caso destes dois, Israel decidiu extraditá-los para o seu território para serem julgados. Os demais ativistas foram levados para a Grécia e libertados.
Abukeshek e Ávila estão em greve de fome desde a detenção e estão a ser interrogados por agentes israelitas.
Ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros viaja para a China
Trump recusa dizer se cessar-fogo ainda está em vigor
Irão acusa EUA de matar cinco civis
A acusação iraniana contradiz uma afirmação do almirante norte-americano Brad Cooper, que disse que as forças do Comando Central afundaram seis navios da IRGC que tentaram interferir na missão americana de escolta de navios.
Maersk anuncia que um dos seus navios atravessou o estreito de Ormuz
A gigante dinamarquesa do transporte de mercadorias em contentores Maersk informou hoje que um dos seus navios, o Alliance Fairfax, com pavilhão norte-americano, atravessou o estreito de Ormuz, escoltado pela Armada dos Estados Unidos.
"O Alliance Fairfax, um navio que transporta veículos e arvorando pavilhão americano, operado pela Farrell Lines, Inc., uma filial da transportadora americana Maersk Line Limited (MLL), atravessou o estreito de Ormuz e deixou o golfo Pérsico a 04 de maio", indicou a Maersk num comunicado transmitido à agência de notícias France-Presse.
"A travessia decorreu sem incidentes e todos os membros da tripulação estão sãos e salvos", precisou a armadora. O navio foi "acompanhado por meios militares norte-americanos", acrescentou.
O navio de carga "encontrava-se no golfo Pérsico quando eclodiram as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão em fevereiro e não pôde partir devido a preocupações persistentes em matéria de segurança", indicou a transportadora.
Dois navios mercantes com bandeira norte-americana conseguiram atravessar "com sucesso" a passagem estratégica, anunciou na segunda-feira o CentCom, o comando militar dos Estados Unidos para a região.
Desde a ofensiva israelo-norte-americana de 28 de fevereiro, o Irão controla o estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Washington respondeu com um bloqueio dos portos iranianos.
Um cessar-fogo está em vigor desde 08 de abril, mas foi fragilizado na segunda-feira por confrontos entre iranianos e norte-americanos na zona do estreito de Ormuz e por bombardeamentos e lançamento de drones do Irão contra um dos seus vizinhos do Golfo, os Emirados Árabes Unidos.
MNE iraniano defende que "não há soluções militares" para Estreito de Ormuz
"Os acontecimentos em Ormuz deixam claro que não existem soluções militares para uma crise política", destacou Araqchi numa mensagem na rede social X.
O chefe da diplomacia iraniana alertou ainda os EUA e os Emirados Árabes Unidos (EAU) para que desconfiem daqueles que os querem "arrastar de volta para o lamaçal".
c/ Lusa