Moçambicana Graça Machel distinguida com Prémio da Paz Indira Ghandi 2025
A ativista social moçambicana Graça Machel foi distinguida com o prémio Indira Gandhi para a Paz 2025 pelo "trabalho humanitário em circunstâncias difíceis" na educação, saúde e nutrição, indica-se num comunicado divulgado pelo Congresso Nacional Indiano.
"O Prémio Indira Gandhi para a Paz, Desarmamento e Desenvolvimento de 2025 é atribuído à senhora Graça Machel, pelo seu trabalho pioneiro no campo da educação, saúde e nutrição, empoderamento económico e trabalho humanitário em circunstâncias difíceis", lê-se num comunicado da Indira Gandhi Memorial Trust, divulgado pelo congresso indiano.
A distinção, atribuída na quarta-feira à antiga e primeira ministra da Educação de Moçambique (1975), e viúva do histórico ex-Presidente moçambicano Samora Machel (1933-1986), assinala a "distinta governante, política e defensora humanitária" africana, cuja vida e trabalho estão "enraizados na luta pela autonomia e pela proteção dos direitos humanos".
Para o júri internacional do prémio - presidido por Shri Shivshankar Menon, ex-Conselheiro de Segurança Nacional e ex-secretário de Relações Exteriores do Governo da Índia -, Graça Machel inspirou "esperança em milhões de pessoas para a construção de um mundo mais equitativo e justo".
"Dedicou a sua vida a melhorar as condições de vida das comunidades vulneráveis, criando uma sociedade mais justa e equitativa para todos", refere-se no comunicado.
Graça Machel, de 80 anos, é considerada uma forte defensora dos sucessos e do potencial da África. Em 2010 fundou a Graça Machel Trust, uma organização que auxilia empreendedoras no continente africano, defendendo ainda a boa governança e a democracia.
O Prémio Indira Gandhi para a Paz, Desarmamento e Desenvolvimento foi criado em 1986 e, entre outros, já distinguiu a ex-Presidente do Chile e Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Veronica Michelle Bachelet (2024), bem como o maestro e pianista Daniel Barenboim e o ativista palestiniano pela paz Ali Abu Awwad (2023).
Também foi atribuído à ex-chanceler alemã Angela Merkel (2013), ao Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (2010), ao ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atómica Mohamed el Baradei (2008), ao ex-Presidente afegão Hamid Karzai (2005) e ao ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan (2003).