Arábia Saudita afirma ter intercetado dois drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade
Dois drones foram abatidos quando tentavam "aproximar-se do distrito das embaixadas" em Riade, afirmou o Ministério da Defesa na agência X.
As autoridades tinham anteriormente relatado a interceção de vários drones na Província Oriental, bem como de um míssil balístico perto da Base Aérea de Príncipe Sultan, a sudeste de Riade.
Ataque aéreo israelita atinge carro em Sidon
O ataque ocorreu perto de um centro da Defesa Civil e junto ao passeio marítimo, onde pessoas deslocadas dormiam nos seus carros, segundo um correspondente da AFP no local.
Quatro explosões ouvidas em Erbil, na Região Autónoma do Curdistão
Não ficou imediatamente claro qual era o alvo deste último ataque.
Enquanto as defesas aéreas intercetavam os projéteis sobre Erbil, os jornalistas da AFP viram uma coluna de fumo a subir dos arredores da cidade, onde se encontra um consulado norte-americano e tropas da coligação internacional anti-jihadista liderada pelos EUA, estacionadas no aeroporto.
Os grupos iraquianos pró-Irão reivindicam diariamente a responsabilidade por ataques contra militares norte-americanos ou instalações petrolíferas, enquanto essas mesmas fações armadas são alvos de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.
Ataques iranianos atingem base aérea australiana nos Emirados Árabes Unidos
Um projétil iraniano atingiu uma estrada nos arredores da base de Al Minhad, que alberga mais de 100 militares australianos.
Albanese confirmou que nenhum militar australiano ficou ferido.
Não ficou claro se o projétil era um míssil ou um ataque de drone, mas Albanese disse que iniciou um incêndio que causou "danos menores" a um bloco de alojamentos e a uma instalação médica.
Albanese não conseguiu confirmar se o Irão tinha como alvo direto a base de Al Minhad, embora tenha reiterado que a Austrália não está em guerra.
"O regime iraniano está a realizar ataques aleatórios em toda a região. Sabemos disso", disse.
Esta é a segunda vez que a base é alvo de ataques nas últimas semanas, tendo sido atingida por um drone iraniano nos primeiros dias do conflito.
Israel afirma que disparos de tanques atingiram base da ONU no Líbano
Em comunicado à Reuters, os militares israelitas reconheceram que as suas tropas estiveram por trás do incidente, mas afirmaram que responderam a disparos de mísseis antitanque do Hezbollah, que feriram moderadamente dois dos seus soldados.
"Uma investigação abrangente concluída nos últimos dias determinou que o fogo que atingiu o pessoal da UNIFIL foi realizado por engano pelas tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF), que identificaram erradamente as tropas da UNIFIL como a origem do fogo antitanque momentos antes", referiu o comunicado.
"As FDI lamentam o incidente e transmitiram as suas desculpas, através dos canais apropriados, ao Gana e às Nações Unidas. As conclusões das investigações foram divulgadas internamente nas FDI para evitar a recorrência de incidentes semelhantes".
Debate quinzenal com Montenegro deve ficar marcado por consequências da guerra na economia
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar esta quarta-feira marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
Os líderes do Chega e do PS já consideraram insuficiente o desconto introduzido nos combustíveis pelo Governo e quer André Ventura quer José Luís Carneiro defenderam a redução temporária do IVA nos bens essenciais, como aconteceu durante a crise inflacionista em 2023, e medidas para mitigar o efeito de previsível subida de juros nos créditos à habitação.
À esquerda, PCP e BE querem a regulação e fixação dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais para proteger os consumidores do que consideram ser uma "operação de especulação" das empresas.A IL marcou para quinta-feira um debate de urgência no Parlamento sobre os efeitos da guerra no Irão e da "sobrecarga fiscal no dia-a-dia dos portugueses" e o PCP agendou para dia 25 um debate com o Governo sobre "política geral", centrado na "escalada de preços".
As negociações com os parceiros sociais sobre a proposta do Governo de revisão da lei laboral ou o novo adiamento das eleições dos órgãos externos da Assembleia da República são outros dos temas que marcaram a agenda política nos últimos dias e que poderão passar pela discussão parlamentar de hoje.
O debate quinzenal começará com uma intervenção inicial de dez minutos do primeiro-ministro, seguindo-se os pedidos de esclarecimento e respostas ao Chega, PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, CDS-PP e PSD, numa discussão com cerca de duas horas prevista.
Depois do debate quinzenal, o primeiro-ministro responderá aos deputados sobre a preparação do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, que deverá aprovar medidas "temporárias e específicas" para fazer face ao aumento dos custos da energia.O debate preparatório do Conselho Europeu será igualmente aberto por Luís Montenegro, que dispõe de cinco minutos no arranque do debate, seguindo-se as perguntas e respostas dos partidos por ordem decrescente de representatividade, numa duração total de 65 minutos.
Em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas divulgada hoje, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse confiar que os líderes da União Europeia (UE), reunidos no final da semana, vão aprovar medidas de apoio face aos elevados preços da energia, considerando que esta crise surge num "momento dramático e desafiante".
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.
Preço de petróleo Brent cai mais de 2% após acordo entre Curdistão e Iraque
O preço do petróleo Brent para entrega em maio caiu hoje mais de 2%, embora se tenha mantido em torno dos 100 dólares por barril, após o acordo entre o Curdistão e o Iraque para retomar fluxo de petróleo.
Às 07:30 de hoje (06:30 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a cair 2,41%, cotando nos 100,93 dólares por barril, segundo dados da Bloomberg.
Da mesma forma, o crude West Texas Intermediate (WTI) estava a cair 3,73% àquela hora, cotado a 92,62 dólares.
No dia anterior, os preços do crude voltaram a subir devido ao contínuo bloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz e à recusa de vários aliados da NATO em intervir na passagem, apesar de um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump.
O Iraque anunciou nas últimas horas que vai retomar parte das suas exportações de petróleo, totalizando 250 mil barris por dia, transportados por oleoduto até um porto turco, após um acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano.
Com a guerra no Médio Oriente desencadeada a 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, o Iraque tinha interrompido por completo as suas exportações e as autoridades procuravam alternativas ao Estreito de Ormuz.
O Ministério dos Recursos Naturais do Curdistão confirmou em comunicado que as operações começaram às 06:30 locais (03:30 hora de Lisboa) para a exportação de petróleo "através do oleoduto do Curdistão até ao porto turco de Ceyhan".
Os ataques do Irão contra petroleiros e outras infraestruturas petrolíferas, em retaliação pelo ataque israelo-americano lançado a 28 de fevereiro, praticamente paralisaram a navegação pelo estreito, impedindo países produtores como o Iraque de escoarem a sua produção.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Exército iraniano ameaça Israel com retaliação "decisiva"
- As Forças Armadas do Irão prometem vingar a morte de Ali Larijani, responsável pela segurança nacional no seio do regime cuja eliminação foi reivindicada por Israel. Sobre Telavive paira a ameaça de uma retaliação "decisiva";
- Israel avisa que vai perseguir, localizar e neutralizar o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei. O primeiro-ministro israelita avisa mesmo que Telavive está a observar "terroristas" a partir do ar. Benjamin Netanyahu acrescenta que esta vigilância permitiu que a Força Aérea israelita matasse, em 24 horas, dois líderes de um "regime tirânico";
- Além de Ali Larijani, o regime dos ayatollahs confirmou também a morte de Gholamreza Soleimain, comandante da milícia Basij, durante um bombardeamento das Forças de Defesa de Israel;
- Uma vaga de mísseis iranianos causou as mortes de pelo menos duas pessoas em Ramat Gan, perto de Telavive. Os estilhaços desta barragem de projéteis condicionaram também a circulação ferroviária. Os mísseis atingiram vários alvos no centro de Israel;
- O exército israelita instou os residentes de um bairro central de Beirute a abandonarem as suas casas, às primeiras horas da manhã desta quarta-feira, alertando para um ataque iminente contra presumíveis alvos do Hezbollah xiita libanês;
- As contínuas campanhas de bombardeamentos de Israel sobre o Líbano mataram pelo menos 912 pessoas, incluindo 111 crianças, e feriram outras 2.221, de acordo com o Ministério libanês da Saúde. O número de deslocados excede um milhão;
- O Pentágono alega ter visado alvos ao longo da linha costeira próxima do Estreito de Ormuz devido à ameaça contínua de mísseis anti-navio do Irão. Segundo o Comando Central norte-americano, foram empregues "múltiplas munições penetrantes";
- O presidente dos Estados Unidos voltou a desferir críticas aos aliados da NATO, após uma sequência de recusas de participação em operações militares no Estreito de Ormuz. Esta posição constitui, nas palavras de Donald Trump, um "erro tolo". O inquilino republicano da Casa Branca quis ainda deixar claro que a máquina de guerra do seu país "não precisa" da ajuda da Aliança Atlântica;
- O Irão continua a exportar milhões de barris de petróleo. Cerca de 90 navios, entre os quais petroleiros, cruzaram o Estreito de Ormuz desde o início da ofensiva israelo-americana, revelam dados de plataformas de navegação coligidos pelas agências internacionais;
- Um projétil atingiu, na noite de terça-feira, as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, sem notícia de danos no complexo ou feridos entre os funcionários. Este ataque foi reportado pelo Irão à Agência Internacional de Energia Atómica;
- O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, avisa que as repercussões globais da guerra "vão atingir todos, independentemente de riqueza, fé ou raça". Palavras deixadas na rede social X e acompanhadas de uma cópia da carta de demissão do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Joe Kent bateu com a porta na terça-feira, alegando que, "em boa consciência", não poderia apoiar a ofensiva contra o Irão, país que, escreveu, "não colocava qualquer ameaça iminante".
Ali Larijani. Teerão confirma morte de chefe da segurança nacional
O Irão já confirmou a morte do chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Ali Larijani morreu num ataque aéreo.
Coordenava agora a segurança interna, a defesa e os serviços de informações do Irão, pelo que era considerado uma espécie de número dois do regime.
Ali Larijani torna-se, assim, o segundo responsável iraniano de mais alto nível assassinado desde a morte do antigo líder supremo do Irão, o Aiatola Ali Khamenei, que perdeu a vida nos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos, no passado dia 28 de fevereiro.
Israel está procurar responsáveis iranianos a partir do ar
Israel avisa que vai perseguir, localizar e neutralizar o novo líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei.
Foto: Hasnoor Hussain - Reuters
Teerão e Moscovo afirmam que central nuclear de Bushehr foi atingida por projétil
Teerão e Moscovo afirmam que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr, no Irão, levantando o espetro de um incidente radioativo, quando se intensifica a guerra de Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.
Nem o Irão nem a Rússia afirmam que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente, ocorrido na terça-feira, mas este sublinha mais uma vez uma preocupação de longa data dos vizinhos do Irão - que a central, situada nas margens do Golfo Pérsico, possa ser atingida por um ataque ou por um terramoto.
A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo.
"Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.
A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) emitiu hoje uma declaração segundo a qual revela ter sido "informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira à noite".
"Não foram comunicados danos na central nem feridos entre o pessoal", acrescenta o texto.
Nenhum especialista independente observou os danos, nem o Irão ou a Rússia publicaram imagens dos estragos.
Não é ainda claro qual foi o "projétil" que atingiu o complexo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas forças que têm estado a atacar o sul do Irão, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.
Estilhaços de mísseis intercetados e outros disparos de defesa aérea também causaram danos na região desde o início da guerra. Bushehr, a cerca de 750 quilómetros (465 milhas) a sul da capital do Irão, Teerão, alberga uma base da marinha iraniana e um aeroporto de dupla utilização, civil e militar, com sistemas de defesa aérea.
O reator atualmente em funcionamento em Bushehr utiliza urânio proveniente da Rússia enriquecido a 4,5%, um nível baixo necessário para a produção de energia em tais centrais.
Bushehr, enquanto central nuclear civil em funcionamento, não foi afetada durante a guerra de 12 dias em junho entre Israel e o Irão. Durante essa guerra, os EUA bombardearam três instalações iranianas de enriquecimento nuclear. Desde então, o Irão tem impedido os inspetores da AIEA de visitar esse tipo de instalações.
Um eventual ataque a uma central nuclear que provoque fugas de radiação constituiria uma crise existencial para os Estados árabes do Golfo Pérsico, que dependem das estações de dessalinização no golfo para o seu abastecimento de água.
Forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano
As forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano. Israel tem dado indicações às populações da região para evacuarem as localidades.
Embaixada dos EUA em Bagdade atacada por milícias pró-iranianas
Milícias pró-iranianas atacaram as embaixada dos Estados Unidos em Bagdade com drones.
O porta-voz das forças armadas do Irão declarou que o resultado de uma guerra não pode ser determinado por publicações nas redes sociais e disse que "o inimigo está à beira do precipício".
China não ajudará EUA em Ormuz e vê com agrado adiamento da visita de Trump
Pequim não vai ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz, e verá com agrado o adiamento da visita à China do Presidente norte-americano, Donald Trump, quando os EUA arriscam ficar enredados no Médio Oriente, dizem analistas.
A guerra contra o Irão, já na terceira semana, enfrenta pressão crescente: o petróleo deixou de circular no estreito e aliados dos Estados Unidos recusam juntar-se aos esforços para garantir a sua segurança. Isto levanta receios de que a China, principal rival geopolítico dos EUA, possa beneficiar de um conflito que alguns consideram mal calculado.
"O pedido de Trump para adiar a cimeira com Xi Jinping mostra que subestimou as consequências da Operação Fúria Épica", disse Ali Wyne, analista do International Crisis Group, citado pela Associated Press. "Os EUA não conseguem reabrir sozinhos o estreito e precisam agora do principal rival para gerir uma crise que criaram", apontou.
O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês evitou responder diretamente e limitou-se a apelar ao fim imediato das operações militares, à contenção da escalada e à proteção da economia global.
Pequim, que nunca confirmou a visita em 31 de março, mostrou-se disponível para reagendar, sublinhando que as partes "mantêm comunicação" e que o adiamento não está ligado ao pedido sobre Ormuz.
Trump afirmou que os chineses "não se importaram" com o adiamento da sua primeira visita oficial ao país no seu segundo mandato e disse manter "uma relação de trabalho muito boa com a China".
No domingo, a China enviou 200 mil dólares (173 mil euros) em ajuda humanitária ao Irão, destinados a famílias de vítimas de um bombardeamento numa escola em Minab.
O adiamento da visita é bem recebido por ambos os lados, disse Brett Fetterly, do The Asia Group, notando que Washington enfrenta constrangimentos políticos e Pequim ganha tempo para perceber melhor as intenções de Trump.
Negociações comerciais bilaterais recentes em Paris produziram poucos resultados, com os dois países a manterem divergências no comércio, tecnologia e segurança económica. A comunidade empresarial norte-americana teme que não haja contexto e preparação adequados para acordos concretos.
A transferência de meios militares do Indo-Pacífico para o Médio Oriente levanta ainda receios no sudeste asiático de um desvio estratégico dos Estados Unidos.
"Quanto mais durar a guerra, maior a preocupação dos aliados asiáticos com a distração e limitações de recursos dos EUA", disse Zack Cooper, do American Enterprise Institute, citado pela AP.
O adiamento pode também atrasar vendas de armas a Taiwan. "A China beneficia enquanto os EUA se enredam no Médio Oriente", afirmou Cooper, acrescentando que Pequim pode simplesmente "deixar os EUA prejudicarem-se a si próprios".
Trump admite repensar presença dos EUA na NATO
Donald Trump anunciou que vai repensar a presença dos Estados Unidos na NATO.
Mas dentro da própria Administração Trump há discordâncias com o conflito, tendo-se demitido o diretor do centro de contra-terrorismo.
A correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto, está a acompanhar a evolução da situação americana.
Ucrânia quer ajudar aliados a intercetar drones do Irão
A Ucrânia enviou 201 especialistas em drones para o Médio Oriente, para apoiar os aliados na região a intercetar drones iranianos.
Foto: Reuters
Feriado às quartas-feiras e descidas de impostos. Como estão os países a responder à crise energética?
O Sri Lanka decretou feriado todas as quartas-feiras para as instituições públicas para economizar combustível, numa altura em que o país enfrenta escassez devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
Na Ásia, o Sri Lanka decretou feriado todas as quartas-feiras para as instituições públicas para economizar combustível.
"Devemos preparar-nos para o pior, mas esperar pelo melhor", disse o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, numa reunião de emergência com altos funcionários. A medida faz parte de um pacote de políticas de austeridade que vão manter-se em vigor por tempo indeterminado e que visam conservar as reservas de combustível do país, enquanto se prepara para uma guerra prolongada no Médio Oriente.
O Governo do Sri Lanka anunciou também a redução da semana de trabalho para quatro dias, uma medida que será também igualmente aplicada às escolas e universidades.
Os condutores foram também obrigados a cadastrarem-se para obter um Passe Nacional de Combustível, que limita a quantidade de combustível que as pessoas podem comprar.
A medida foi contestada por alguns cidadãos do Sri Lanka, que consideram as quotas de combustível — 15 litros para carros particulares e cinco litros para motociclos — muito baixas.Mais países asiáticos implementam medidas
Para além do Sri Lanka, vários países asiáticos também adotaram uma série de medidas de austeridade desde que a guerra com o Irão bloqueou o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o trânsito de petróleo que foi bloqueada pelo Irão em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas, iniciados em 28 de fevereiro. Quase 90% de todo o petróleo e gás que passou pelo estreito no ano passado tinha como destino a Ásia, que é a maior região importadora de petróleo do mundo.
Para além da implementação do teletrabalho em vários países da Ásia, na Tailândia, o Governo está a incentivar as pessoas a trocarem os fatos por camisas de manga curta para reduzir o consumo de ar condicionado e em Myanmar, os veículos particulares só podem circular em dias alternados, consoante o número da matrícula.
Bangladesh antecipou as férias do Ramadão nas universidades e implementou apagões programados em todo o país para conservar energia.
E no resto do mundo?
Fora da Ásia, vários Governos estão também a tentar proteger os consumidores do aumento vertiginoso dos custos energéticos e minimizar o impacto do aumento dos preços.
A China proibiu as exportações de combustíveis refinados para antecipar uma possível escassez de combustível no mercado interno e está também a libertar fertilizantes das suas reservas comerciais antes da cultivação da primavera.
A Índia proibiu os consumidores com gás natural canalizado de manter, obter ou reabastecer os cilindros domésticos de gás de petróleo liquefeito (GPL), ordenou às refinarias que maximizassem a produção de GPL e reduziu as vendas à indústria.
A Coreia do Sul está a flexibilizar os limites da capacidade de produção de energia a carvão e a elevar a utilização de centrais nucleares para até 80%. O país está também a considerar distribuir vales energéticos adicionais para apoiar as famílias mais vulneráveis.
A Austrália está a libertar gasolina e gasóleo das suas reservas nacionais para aliviar a escassez e o Japão pediu à Austrália, o seu maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL), que aumente a produção.