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Moçambique em alerta para ciclone intenso e ventos até 250 km/h

Moçambique em alerta para ciclone intenso e ventos até 250 km/h

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano alertou para a possibilidade de o ciclone Gezani atingir hoje Moçambique como ciclone tropical intenso, com rajadas de vento até 250 quilómetros por hora, na província de Inhambane, no sul.

Lusa /
Foto: NASA

"As projeções atuais indicam que esse sistema meteorológico poderá evoluir para a categoria de ciclone tropical intenso, com vento médio de 200 quilómetros por hora e rajada até 250 quilómetros por hora, até o final do dia de hoje", lê-se num alerta vermelho do Inam.

Segundo o instituto meteorológico moçambicano, o ciclone Gezani continua a mover-se em direção à costa da província de Inhambane, estando a 250 quilómetros da costa do distrito de Massinga, prevendo-se também chuvas fortes e trovoadas severas, com ondas a atingir até 12 metros de altura.

A província de Inhambane poderá registar chuvas acima de 150 milímetros em 24 horas, principalmente nos distritos de Govuro, Inhassoro, Vilanculo, Massinga, Morumbene, Homoíne, Panda, Inharrime, Jangamo, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane.

Estão também previstas chuvas entre 50 e 150 milímetros em 24 horas nos distritos de Mabote e Funhalouro, também em Inhambane, Machanga, em Sofala (centro), e Gaza (sul), principalmente nos distritos de Mandlakazi, Chongoene, Chibuto, Chigubo, Limpopo e cidade de Xai-Xai, já afetada pelas cheias de janeiro.

O Inam pede a tomada de medidas de precaução e segurança face aos "ventos fortes, chuvas fortes e trovoadas".

A primeira-ministra de Moçambique disse hoje que o ciclone Gezani poderá agravar a situação da segurança alimentar no país, pedindo a massificação da educação nutricional para travar a desnutrição.

"Neste exato momento estamos perante uma ameaça forte. Tudo indica que no dia de hoje teremos a chegada de mais um ciclone que vai devastar áreas que não foram atingidas pelas cheias iniciais. Isso vai agravar certamente aquilo que é a nossa segurança alimentar e nutricional", admitiu a primeira-ministra, Maria Benvinda Levi.

As autoridades moçambicanas apelaram na quinta-feira à retirada preventiva das populações das zonas costeiras das províncias de Inhambane, Gaza, no sul, e Sofala, no centro.

Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do ciclone Gezani, que atingiu com força na terça-feira à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo um novo balanço das autoridades malgaxes.

Moçambique ainda recupera das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.

Desde outubro, início da época chuvosa, Moçambique registou pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852.285 pessoas afetadas, segundo atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

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