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Moçambique. PAM assistiu mais de 370 mil pessoas em maio no norte do país

Moçambique. PAM assistiu mais de 370 mil pessoas em maio no norte do país

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) prestou, em maio, assistência humanitária a mais de 370 mil pessoas afetadas pelos conflitos armados no norte de Moçambique.

Lusa /
Yahya Arhab - EPA

"Em maio, o PAM assistiu 377.835 beneficiários, incluindo deslocados internos e retornados, atingindo 90% do plano para o ciclo de distribuição de maio-junho", de acordo com um relatório daquela agência da ONU.

A província de Cabo Delgado, situada no norte do país, rica em gás, enfrenta desde 2017 uma rebelião armada, que provocou milhares de mortos e uma crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.

As novas movimentações de extremistas no norte de Moçambique incluem Niassa, província vizinha de Cabo Delgado, onde, desde a sua eclosão em 29 de abril, provocaram pelo menos a morte de dois guardas florestais.

De acordo com o PAM, a assistência, parte da "resposta de emergência" face à crise de deslocação no norte do país, tendo sofrido, neste período, alguns "constrangimentos".

"O acesso rodoviário limitado a alguns locais de distribuição no distrito de Quissanga, bem como as questões de segurança prevalecentes no distrito de Macomia constituíram os principais constrangimentos", avança.

Segundo o Programa Alimentar Mundial, devido aos recursos limitados, atualmente são fornecidas às populações afetadas pelo conflito armado meias rações, "de dois em dois meses".

"Maio marcou o início do ciclo maio-junho e as distribuições serão finalizadas em junho para cobrir a meta planeada", acrescenta.

De acordo com o documento, no mesmo mês, aquela agência da ONU distribuiu 5.388 toneladas de alimentos e transferiu cerca de 4,5 milhões de dólares (3,8 milhões de euros), em ajuda financeira direta, para mitigar ainda os efeitos do fenómeno climático `El Niño´ e dos três ciclones que atingiram o país, entre dezembro e março, que, além da destruição de milhares de casas e infraestruturas, provocaram cerca de 175 mortos, no norte e centro do país.

Atualmente, são necessários cerca de 157,6 milhões de dólares (133,8 milhões de euros), em financiamento líquido, para assegurar a continuidade da assistência humanitária no país até novembro, segundo o PAM.

Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos no norte de Moçambique, um aumento de 36% face ao ano anterior, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos de África (ACSS), uma instituição académica do Departamento de Defesa do Governo norte-americano.

 

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