Moçambique. PR diz que combate ao terrorismo é condição para independência económica

Moçambique. PR diz que combate ao terrorismo é condição para independência económica

O Presidente moçambicano pediu hoje às Forças de Defesa e Segurança para combaterem o terrorismo enquanto condição para o alcance da independência económica, avisando que a defesa do território "não se delega" e é responsabilidade de todos.

Lusa /

"Ao assinalarmos o início de um novo ano operacional, é fundamental que o Ministério da Defesa Nacional e o Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique assumam o combate ao terrorismo como missão estratégica, para que este mal não coloque em causa a materialização do grande sonho da nação moçambicana, que é o alcance da independência económica", disse Daniel Chapo.

O chefe do Estado falava em Manica, província do centro do país, durante a abertura do ano operacional militar, em que defendeu ser imperiosa uma preparação moderna e estratégica das forças armadas, pedindo o combate do terrorismo, um fenómeno que, disse, tem ramificações e atuação complexa a nível nacional e internacional e lembrando que é condição para a independência económica.

"Sabemos, porém, que não vamos alcançar independência económica sem uma defesa robusta e sem paz. A paz e segurança são condições principais para o alcance da independência económica para o povo moçambicano", disse, pedindo ações concretas.

A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia, com registo ainda de incursões também nas províncias vizinhas de Niassa e Nampula.

Chapo exigiu Forças Armadas bem treinadas, com superioridade operacional, logística sustentável, interoperabilidade de comunicações, com forte componente aérea e marítima e terrestre e com elevada capacidade de proteção da força.

O chefe do Estado moçambicano apelou às Forças Armadas para continuarem a privilegiar a cooperação militar e estratégica, participando em missões conjuntas, em exercícios multinacionais e na partilha de informação, reforçando a capacidade operacional e o prestígio internacional, indicando, no entanto, que a missão é proteger o país.

"Nesse exercício de cooperação, jamais devemos delegar a nossa soberania. A defesa da pátria não se delega. A defesa de Moçambique é responsabilidade, em primeira linha, dos moçambicanos. As forças amigas vêm auxiliar-nos e são bem-vindos", reforçou.

O Presidente moçambicano quer ainda as Forças Armadas a defender os recursos naturais e o ambiente, sobretudo na província de Manica, centro do país, onde mineradoras já foram suspensas devido aos efeitos nefastos da sua atividade.

Antes da cerimónia de abertura do ano operacional militar, o chefe do Estado moçambicano exonerou, em despacho, Eugénio Mutaca do cargo de comandante do ramo da Marinha de Guerra, tendo nomeado para o cargo Bernardo Nchokomala, após ser promovido a contra-almirante.

 

Tópicos
PUB