Mundo
Morrem oito pessoas por dia a migrar para países mais ricos
Um estudo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), lançado esta segunda-feira, mostra que, por dia, morre uma média de oito pessoas a tentar chegar a países mais ricos. A pesquisa, que compreende o período dos últimos 14 anos, revela ainda que mais de metade das mortes acontece a tentar chegar à Europa.
Quase 40 mil pessoas morreram em migração em todo o mundo, desde o início deste século, segundo estimativas da OIM. De acordo com a pesquisa mais abrangente acerca de mortes devido a migração, foram contabilizados 22 mil desaparecimentos na Europa, o que representa mais de metade do total no mundo.
Os dados do estudo mostram que cerca de oito migrantes que tentam chegar a países mais prósperos perdem a vida todos os dias.
A pesquisa da OIM revela uma estimativa de 4.077 pessoas que morreram só este ano.O relatório conclui que a taxa de mortes no Mediterrâneo é desproporcionalmente maior porque “reflete um dramático aumento no número de migrantes a tentar chegar à Europa”. As autoridades italianas, por exemplo, detetaram mais de 112 mil migrantes irregulares em 2014, o que corresponde a quase três vezes mais o número do ano anterior.
O estudo foi levado a cabo pela organização e decorreu durante seis meses. O objetivo foi a integração dos resultados no relatório “Viagens Fatais: Apuramento de vidas perdidas durante a migração”, publicado esta segunda-feira.
Números podem ser ainda maiores
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, o verdadeiro número de mortes é, provavelmente, maior do que o relatório mostra.
“A nossa mensagem é contundente: pessoas estão a morrer e não precisam”, disse o diretor-geral da organização, William Lacy Swing. “É altura para fazermos mais do que apenas contar o número de vítimas. É altura de pedir ao mundo para acabar com esta violência contra pessoas desesperadas”, acrescentou.

Segundo Frank Laczko, o autor do relatório, a informação é dispersa, com uma série de organizações envolvidas na despistagem das mortes, tornando os dados difusos. Alguns especialistas acreditam que por cada corpo encontrado, restem pelo menos outros dois desaparecidos e que não serão recuperados.
Uma voz poderosa de dissuasão
Este relatório faz parte de um projeto que pretende apelar aos governos e comunidade internacional para a problemática descrita pela OIM como “uma epidemia de crime e vitimização”. A organização tenciona aumentar a atenção dos parceiros para os potenciais riscos que as pessoas encaram com a migração.
A intenção é, também, impedir que as pessoas recorram a redes criminosas de migração, acabando como vítimas de violência, prostituição e tráfico.
Para além de recolher dados sobre o número de mortes, apelar à comunidade internacional atenção para os riscos da migração, o projeto faz ainda parte de um esforço para usar os meios de comunicação e redes sociais para encorajar e dar força às comunidades de todo o mundo. O projeto ambiciona tornar-se uma voz poderosa de dissuasão para evitar que futuras vítimas embarquem nestas viagens fatais.
Os dados do estudo mostram que cerca de oito migrantes que tentam chegar a países mais prósperos perdem a vida todos os dias.
A pesquisa da OIM revela uma estimativa de 4.077 pessoas que morreram só este ano.O relatório conclui que a taxa de mortes no Mediterrâneo é desproporcionalmente maior porque “reflete um dramático aumento no número de migrantes a tentar chegar à Europa”. As autoridades italianas, por exemplo, detetaram mais de 112 mil migrantes irregulares em 2014, o que corresponde a quase três vezes mais o número do ano anterior.
O estudo foi levado a cabo pela organização e decorreu durante seis meses. O objetivo foi a integração dos resultados no relatório “Viagens Fatais: Apuramento de vidas perdidas durante a migração”, publicado esta segunda-feira.
Números podem ser ainda maiores
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, o verdadeiro número de mortes é, provavelmente, maior do que o relatório mostra.
“A nossa mensagem é contundente: pessoas estão a morrer e não precisam”, disse o diretor-geral da organização, William Lacy Swing. “É altura para fazermos mais do que apenas contar o número de vítimas. É altura de pedir ao mundo para acabar com esta violência contra pessoas desesperadas”, acrescentou.
Segundo Frank Laczko, o autor do relatório, a informação é dispersa, com uma série de organizações envolvidas na despistagem das mortes, tornando os dados difusos. Alguns especialistas acreditam que por cada corpo encontrado, restem pelo menos outros dois desaparecidos e que não serão recuperados.
Uma voz poderosa de dissuasão
Este relatório faz parte de um projeto que pretende apelar aos governos e comunidade internacional para a problemática descrita pela OIM como “uma epidemia de crime e vitimização”. A organização tenciona aumentar a atenção dos parceiros para os potenciais riscos que as pessoas encaram com a migração.
A intenção é, também, impedir que as pessoas recorram a redes criminosas de migração, acabando como vítimas de violência, prostituição e tráfico.
Para além de recolher dados sobre o número de mortes, apelar à comunidade internacional atenção para os riscos da migração, o projeto faz ainda parte de um esforço para usar os meios de comunicação e redes sociais para encorajar e dar força às comunidades de todo o mundo. O projeto ambiciona tornar-se uma voz poderosa de dissuasão para evitar que futuras vítimas embarquem nestas viagens fatais.