Mundo
Morreu Alexeï Leonov, primeiro homem a fazer um passeio no Espaço
O cosmonauta soviético Alexeï Leonov, o primeiro homem a fazer um passeio no Espaço, em 1965, e comandante da primeira missão espacial conjunta entre a Rússia e os Estados Unidos, morreu esta sexta-feira, aos 85 anos.
“Alexeï Leonov morreu em Moscovo às 12h40 (09h40 GMT) na sequência de doença prolongada”, afirmou à Agência France Press a colaboradora Natalia Filimonova.
Leonov tornou-se o primeiro “peão do espaço” aos 18 anos, quando integrou o primeiro grupo de cosmonautas e realizou o histórico primeiro passeio no espaço, em 1965.
A operação durou 20 minutos, 12 deles totalmente no espaço, fora da nave Voskhod 2. Leonov passou os 12 minutos a flutuar completamente “livre” na imensidão do Espaço.
“Foi lindo”, disse Leonov numa entrevista à agência France-Presse em 2015. “Um preto penetrante, estrelas por toda a parte e um Sol com um brilho insuportável”, era assim que Leonov descrevia o cenário com que se deparou quando saiu da nave.
A operação durou 20 minutos, 12 deles totalmente no espaço, fora da nave Voskhod 2. Leonov passou os 12 minutos a flutuar completamente “livre” na imensidão do Espaço.
“Foi lindo”, disse Leonov numa entrevista à agência France-Presse em 2015. “Um preto penetrante, estrelas por toda a parte e um Sol com um brilho insuportável”, era assim que Leonov descrevia o cenário com que se deparou quando saiu da nave.
“Filmei a Terra, perfeitamente redonda, o Cáucaso, a Crimeia, o Volga. Foi lindo, como pinturas de Rockwell Kent”, continuou a descrever Leonov, referindo-se ao pintor americano.
A viagem acabou por ter complicações, com Leonov a encontrar dificuldades para voltar para o interior da Voskhod 2. O fato espacial inflou no vácuo, obstruindo a passagem pela escolta da nave por onde havia saído.
Alexeï Leonov conseguiu voltar para o interior depois de diminuir a pressão no interior do fato, uma operação arriscada que, para Leonov, se traduziu nuns longos 15 minutos.
No retorno à Terra, foram surpreendidos com mais obstáculos. O sistema automático de direção da nave falhou, obrigando Leonov a assumir o controlo manual da cápsula. Aterraram numa zona remota, com temperaturas inferiores a 30 graus, tendo sido resgatados no dia seguinte.
Dez anos depois, o cosmonauta soviético viajava pela segunda vez ao espaço enquanto comandante da primeira missão espacial conjunta entre a Rússia e os Estados Unidos – a histórica missão Apollo-Soyuz.
Depois desta segunda viagem ao espaço, Leonov passou a comandar a equipa de cosmonautas soviéticos e foi um dos diretores do Centro de Treinos de Cosmonautas de Yuri Gagarin.
“É uma perda enorme para todos nós e para a humanidade. Alexeï era um homem único”, reagiu Tamara Volynova, esposa do astronauta Boris Bolynov, em declarações à agência France-Presse.
O funeral do cosmonauta soviético realiza-se na próxima terça-feira, em Moscovo.
A viagem acabou por ter complicações, com Leonov a encontrar dificuldades para voltar para o interior da Voskhod 2. O fato espacial inflou no vácuo, obstruindo a passagem pela escolta da nave por onde havia saído.
Alexeï Leonov conseguiu voltar para o interior depois de diminuir a pressão no interior do fato, uma operação arriscada que, para Leonov, se traduziu nuns longos 15 minutos.
No retorno à Terra, foram surpreendidos com mais obstáculos. O sistema automático de direção da nave falhou, obrigando Leonov a assumir o controlo manual da cápsula. Aterraram numa zona remota, com temperaturas inferiores a 30 graus, tendo sido resgatados no dia seguinte.
Dez anos depois, o cosmonauta soviético viajava pela segunda vez ao espaço enquanto comandante da primeira missão espacial conjunta entre a Rússia e os Estados Unidos – a histórica missão Apollo-Soyuz.
Depois desta segunda viagem ao espaço, Leonov passou a comandar a equipa de cosmonautas soviéticos e foi um dos diretores do Centro de Treinos de Cosmonautas de Yuri Gagarin.
“É uma perda enorme para todos nós e para a humanidade. Alexeï era um homem único”, reagiu Tamara Volynova, esposa do astronauta Boris Bolynov, em declarações à agência France-Presse.
O funeral do cosmonauta soviético realiza-se na próxima terça-feira, em Moscovo.