Morreu antigo ministro da Administração Estatal moçambicana Alfredo Gamito

O antigo ministro da Administração Estatal moçambicano, Alfredo Gamito, descrito como responsável pela reforma administrativa e descentralização no país, morreu domingo, aos 84 anos, vítima de doença prolongada, divulgou a família.

Lusa /

Além de ministro da Administração Estatal, Alfredo Gamito foi vice-ministro da Agricultura, governador da província de Nampula, no norte, e deputado da Assembleia da República pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975).

Em comunicado, a Presidência moçambicana indica que, enquanto ministro da Administração Estatal, entre 1995 e 2000, Alfredo Gamito liderou um vasto programa de reformas administrativas orientadas para a modernização, descentralização e profissionalização da Administração Pública, num "contexto exigente de consolidação da paz e reconstrução nacional após a guerra civil".

Na mesma nota, a Presidência refere que o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, lamentou a morte de Alfredo Gamito, descrevendo-o como um servidor público cuja ação marcou "decisivamente" a Administração do Estado no período pós-guerra civil, tendo dedicado grande parte da sua vida ao serviço público.

"O falecimento do compatriota Alfredo Gamito representa uma perda significativa para Moçambique, particularmente no domínio da Administração Pública e da governação descentralizada, áreas às quais dedicou grande parte da sua vida com sentido de missão, competência e elevado espírito patriótico", refere o Presidente da República, Daniel Chapo, citado na mensagem da Presidência.

Na mesma nota lembra-se ainda o papel determinante de Gamito no processo de municipalização do país e na preparação das primeiras eleições autárquicas realizadas em 1998, como parte do esforço de reconstrução do Estado e de promoção da governação local democrática.

"Alfredo Gamito destacou-se como um homem de diálogo, visão estratégica e profundo conhecimento da máquina do Estado, tendo defendido e acompanhado a aprovação da legislação que instituiu as autarquias locais em Moçambique e viabilizou a realização das primeiras eleições municipais", acrescenta o chefe do Estado.

 

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