Mundo
Morreu Boutros-Ghali, antigo secretário-geral da ONU
O antigo secretário-geral das Nações Unidas Boutros Boutros-Ghali morreu esta terça-feira. A informação foi transmitida ao Conselho de Segurança pelo embaixador venezuelano junto da organização, Rafael Ramirez.
Boutros-Ghali, de nacionalidade egípcia, tinha 93 anos. Serviu como secretário-geral das Nações Unidas entre 1992 e 1996, sendo na altura o primeiro africano a ocupar este lugar.
Não foram para já adiantados detalhes acerca das circunstâncias da morte do diplomata.
“Fomos informados que o antigo secretário-geral Boutros Boutros-Ghali faleceu”, declarou Ramirez, na função de presidente do Conselho de Segurança durante este mês de fevereiro.
Foi então observado um minuto de silêncio pelos 15 membros do Conselho de Segurança.
Fome no Corno de África
Boutros Boutros-Ghali ficará para sempre associado à crise de fome extrema na Somália, já que foi sob o seu comando que as Nações Unidas encetaram no Corno de África uma primeira – e gigantesca - operação de socorro às vítimas da região.Boutros Boutros-Ghali nasceu a 14 de novembro de 1922 no Cairo, no seio de uma grande família da minoria cristã copta.
Seria no entanto uma glória que viria a cair sob a intervenção falhada no Ruanda, país devastado em 1994 por um genocídio que ainda hoje deixa rasto.
Os críticos apontam-lhe ainda uma actuação débil, que não foi capaz de pôr fim à guerra civil em Angola.
Antes de se sentar na cadeira mais alta da sede das Nações Unidas em Nova Iorque, Boutros-Ghali desempenhou funções nas equipas dos presidentes egípcios Anwar al-Sadat e Hosni Mubarak. Acompanhou o primeiro numa visita histórica a Jerusalém, em 1977, e viria a viria a desempenhar um papel relevante nos Acordos de Camp David.
Paris, Cairo, Jerusalém, Camp David
Boutros Boutros-Ghali nasceu a 14 de novembro de 1922 no Cairo, no seio de uma grande família da minoria cristã copta. O seu avô, assassinado em 1910, havia sido primeiro-ministro do Egipto.
Após fazer a maior parte dos seus estudos em Paris, tornou-se professor de Direito na Universidade do Cairo. Publicou nessa altura uma série de livros tratando questões relativas às relações internacionais.
Em 1977 foi nomeado ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros. Manteve-se nessa pasta durante 14 anos, o que lhe permitiu concluir os acordos de paz egípcio-israelitas de Camp David, em 1978, e subsequente tratado de paz no ano seguinte, 1979.
Não foram para já adiantados detalhes acerca das circunstâncias da morte do diplomata.
“Fomos informados que o antigo secretário-geral Boutros Boutros-Ghali faleceu”, declarou Ramirez, na função de presidente do Conselho de Segurança durante este mês de fevereiro.
Foi então observado um minuto de silêncio pelos 15 membros do Conselho de Segurança.
Fome no Corno de África
Boutros Boutros-Ghali ficará para sempre associado à crise de fome extrema na Somália, já que foi sob o seu comando que as Nações Unidas encetaram no Corno de África uma primeira – e gigantesca - operação de socorro às vítimas da região.Boutros Boutros-Ghali nasceu a 14 de novembro de 1922 no Cairo, no seio de uma grande família da minoria cristã copta.
Seria no entanto uma glória que viria a cair sob a intervenção falhada no Ruanda, país devastado em 1994 por um genocídio que ainda hoje deixa rasto.
Os críticos apontam-lhe ainda uma actuação débil, que não foi capaz de pôr fim à guerra civil em Angola.
Antes de se sentar na cadeira mais alta da sede das Nações Unidas em Nova Iorque, Boutros-Ghali desempenhou funções nas equipas dos presidentes egípcios Anwar al-Sadat e Hosni Mubarak. Acompanhou o primeiro numa visita histórica a Jerusalém, em 1977, e viria a viria a desempenhar um papel relevante nos Acordos de Camp David.
Paris, Cairo, Jerusalém, Camp David
Boutros Boutros-Ghali nasceu a 14 de novembro de 1922 no Cairo, no seio de uma grande família da minoria cristã copta. O seu avô, assassinado em 1910, havia sido primeiro-ministro do Egipto.
Após fazer a maior parte dos seus estudos em Paris, tornou-se professor de Direito na Universidade do Cairo. Publicou nessa altura uma série de livros tratando questões relativas às relações internacionais.
Em 1977 foi nomeado ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros. Manteve-se nessa pasta durante 14 anos, o que lhe permitiu concluir os acordos de paz egípcio-israelitas de Camp David, em 1978, e subsequente tratado de paz no ano seguinte, 1979.