Mundo
Morreu o criminoso nazi Erich Priebke
O capitão das SS Erich Priebke faleceu hoje aos 100 anos, a cumprir uma pena de prisão perpétua que lhe fora comutada para um regime de prisão domiciliária. Priebke notabilizara-se pelo assassínio de centenas de prisioneiros em Itália. Depois da guerra conseguira fugir para a Argentina e viver em liberdade durante meio século, até ser descoberto.
Erich Priebke teve um papel dirigente no chamado massacre das Fossas Ardeatinas, em Roma, em 24 de Março de 1944, em retaliação contra uma operação militar da resistência que matara 33 militares alemães. As SS decidiram nessa circunstância matar dez prisioneiros por cada alemão morto e conduziram 335 civis às Fossas Ardeatinas, para serem fuzilados.
A maioria das vítimas eram de nacionalidade italiana, 70 das quais judeus. O grupo político com representação mais numerosa entre as vítimas era a organização trotskista Bandiera Rossa.
Após a derrota da Alemanha nazi, Priebke pedira ajuda no Vaticano e conseguira fugir para a Argentina graças aos bons ofícios do bispo Alois Hudal, activo organizador da chamada "Rota dos Ratos", que servia para eximir criminosos nazis à justiça do pós-guerra. Até ao princípio dos anos 90 Priebke tratou de ser discreto, mas pôde viver na Argentina em condições de semi-legalidade que não mudaram com o rapto de Eichmann pela Mossad.
Mas, em 1991, um livro de Esteban Buch chamava a atenção do público para a história das Fossas Ardeatinas e para a responsabilidade que nela cabia a Priebke. Com a curiosidade despertada para o tema, o jornalista Sam Donaldson, da ABC News, investigou o paradeiro de Priebke e em 1994 conseguiu descobri-lo a viver na estância turística de Bariloche.
Depois de 50 anos a viver despreocupadamente, o ex-oficial das SS tinha baixado a guarda e concedeu ao jornalista uma longa entrevista assumindo todo o seu protagonismo no massacre e continuando a justificá-lo. A difusão da entrevista desencadeou um movimento de protesto, que obrigou as autoridades argentinas a deterem Priebke.
Depois de usar vários expedientes dilatórios, Priebke foi extraditado para Itália e aí submetido a julgamento. O tribunal que o julgava começou por absolvê-lo, com o argumento de que o capitão se limitava a "cumprir ordens". Em consequência, deveria ser extraditado para a Alemanha e aí julgado por assassínio. Mas, como mostrava a experiência, as probabilidades de absolvição eram aí ainda mais fortes do que em Itália.
E mais uma vez um movimento de protesto impediu esse desfecho e obrigou a reabrir o processo. Novamente absolvido num recurso, depois condenado numa outro recurso a 15 anos de prisão, Priebke acabou em 1998 por ser condenado a prisão perpétua juntamente com um outro oficial das SS, Karl Hass.
Recentemente, no entanto, o semanário Oggi tinha publicado fotografias de Priebke num restaurante com os seus amigos, a fazer compras num supermercado ou na rua a andar de bicicleta - o que novamente provocou grande indignação, especialmente entre familiares das vítimas do massacre.
A maioria das vítimas eram de nacionalidade italiana, 70 das quais judeus. O grupo político com representação mais numerosa entre as vítimas era a organização trotskista Bandiera Rossa.
Após a derrota da Alemanha nazi, Priebke pedira ajuda no Vaticano e conseguira fugir para a Argentina graças aos bons ofícios do bispo Alois Hudal, activo organizador da chamada "Rota dos Ratos", que servia para eximir criminosos nazis à justiça do pós-guerra. Até ao princípio dos anos 90 Priebke tratou de ser discreto, mas pôde viver na Argentina em condições de semi-legalidade que não mudaram com o rapto de Eichmann pela Mossad.
Mas, em 1991, um livro de Esteban Buch chamava a atenção do público para a história das Fossas Ardeatinas e para a responsabilidade que nela cabia a Priebke. Com a curiosidade despertada para o tema, o jornalista Sam Donaldson, da ABC News, investigou o paradeiro de Priebke e em 1994 conseguiu descobri-lo a viver na estância turística de Bariloche.
Depois de 50 anos a viver despreocupadamente, o ex-oficial das SS tinha baixado a guarda e concedeu ao jornalista uma longa entrevista assumindo todo o seu protagonismo no massacre e continuando a justificá-lo. A difusão da entrevista desencadeou um movimento de protesto, que obrigou as autoridades argentinas a deterem Priebke.
Depois de usar vários expedientes dilatórios, Priebke foi extraditado para Itália e aí submetido a julgamento. O tribunal que o julgava começou por absolvê-lo, com o argumento de que o capitão se limitava a "cumprir ordens". Em consequência, deveria ser extraditado para a Alemanha e aí julgado por assassínio. Mas, como mostrava a experiência, as probabilidades de absolvição eram aí ainda mais fortes do que em Itália.
E mais uma vez um movimento de protesto impediu esse desfecho e obrigou a reabrir o processo. Novamente absolvido num recurso, depois condenado numa outro recurso a 15 anos de prisão, Priebke acabou em 1998 por ser condenado a prisão perpétua juntamente com um outro oficial das SS, Karl Hass.
Recentemente, no entanto, o semanário Oggi tinha publicado fotografias de Priebke num restaurante com os seus amigos, a fazer compras num supermercado ou na rua a andar de bicicleta - o que novamente provocou grande indignação, especialmente entre familiares das vítimas do massacre.