Morreu o escritor e filósofo Umberto Eco

Morreu na sexta-feira o escritor e filósofo italiano Umberto Eco. O autor de "O Nome da Rosa" tinha 84 anos. A notícia da morte foi revelada por um familiar ao jornal italiano La Repubblica.

RTP /
Umberto Eco fotografado em outubro de 2007 durante uma deslocação à Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha Boris Roessler - EPA

Umberto Eco nasceu a 5 de Janeiro de 1932 na cidade de Alexandria. No ano de 2000, Umberto Eco foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias.


Académico, linguista e especialista em semiótica, era também autor de romances, o mais conhecido dos quais "O Nome da Rosa", que chegou a ser adaptado ao cinema em 1986, com Jean-Jacques Annaud a dirigir Sean Connery.

Publicado em 1980, "O Nome da Rosa" é um caldeirão para onde o italiano verteu a semiótica, estudos medievais e teoria literária.

O "Pêndulo de Foucault" é igualmente da sua autoria, tendo Umberto Eco escrito ainda inúmeros ensaios, divulgados nas mais diversas publicações.
"Uma epidemia"
O seu último livro, "Número Zero", foi editado no ano passado. O cenário é a redação de um jornal, a partir do qual aborda as questões do jornalismo e do poder.

Numa entrevista à RTP, em junho de 2015, o autor criticava duramente o jornalismo, desde logo a forma como são redigidas e editadas as notícias nas páginas dos jornais.

Foto: Alessandro Di Meo - EPA

Com uma conta "esporádica" no Twitter, o escritor, linguista e filósofo escrevia em novembro passado que "o papel não vai desaparecer. Pelo menos, para os anos em que estou autorizado a viver". Tinha razão, como em tantas outras coisas.


Umberto Eco foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha. Além de Itália, passou ainda por várias universidades nos Estados Unidos e Europa. 

Acaba por ser um dos raros nomes das letras em que associa uma grande produção académica ("Os limites da interpretação", "Kant e o ornitorrinco" ou "O signo") com romances que entraram no léxico comum.
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