Mundo
Morreu o inventor da espingarda mais famosa do mundo
O criador de uma das armas mais famosas da história morreu esta segunda-feira na Rússia. Mikhail Kalashnikov tinha 94 anos e faleceu em Izhevsk, a sua cidade natal nas montanhas dos Urais, onde ainda se fabrica a arma que ficou indissoluvelmente associada ao seu nome.
As armas e a mecânica foram desde muito cedo paixões de Mikhail Kalashnikov. O eclodir da Segunda Guerra Mundial transformou o até então mecânico de tratores num mecânico de carros blindados, que rapidamente foi promovido a comandante de tanques.
Foi quando estava internado num hospital soviético, a recuperar de um ferimento recebido em batalha, que teve a ideia que lhe iria transformar o destino.
Foi ouvindo outros soldados na enfermaria queixarem-se das limitações do armamento então usado pelo Exército Vermelho que lhe veio a ideia de construir uma nova espingarda para equipar as forças soviéticas.
Embora a primeira pistola-metralhadora que inventou não tenha sido aceite ao serviço, as autoridades soviéticas repararam no talento do jovem Kalashnikov. Em 1942 destacaram-no para o organismo encarregado de desenvolver armas ligeiras, pertencente ao Primeiro Diretorado de Artilharia do Exército Vermelho.
O processo de que levaria à arma que o tornou famoso durou anos e culminou em 1947 com a AK-47, o modelo mais conhecido da série.
Em 1949 a AK 47 (de Avtomat Kalashnikova modelo 1947) foi oficialmente escolhida para equipar as forças soviéticas, apesar de ter tido de competir com modelos de dois inventores muito mais experientes, Vasily Degtyaryov e Georgy Shpagin.
A AK-47 viu a luz do dia demasiado tarde para ser utilizada contra as forças nazis na Segunda Guerra Mundial, no entanto, tal não impediu a criação de Kalashnikov de se tornar num mito mundialmente conhecido.
A simplicidade do mecanismo, aliada à fácil manutenção e à extrema fiabilidade do desenho, faziam com que estivesse operacional, mesmo nos teatros de batalha mais duros. Água, lama e mãos tratos que teriam inutilizado outras espingardas mais sofisticadas não impediam a AK-47 de disparar.
Rapidamente passou a ser a arma de escolha dos exércitos dos países aliados da URSS e dos movimentos de guerrilha por todo o mundo, inspirando medo às forças contrárias, que frequentemente estavam equipadas com sofisticadas armas de fabrico ocidental.

Milhões de exemplares foram fabricados, e o conceito continua ainda hoje a ser explorado, com versões sucessivamente melhoradas, como a AK–74 e as AK da série 100, além de outros modelos.
O invento de Kalashnikov ganhou a dúbia distinção de ser a arma de fogo que mais pessoas matou em todo o mundo, na história da Humanidade.
Embora tenha sido cumulado de honras pelo estado soviético, e mais tarde pela Federação Russa, Mikhail Kalashnikov pouco lucrou, em termos materiais e monetários, com o seu invento. Já em idade avançada costumava dizer que estaria melhor na vida se, em vez da AK-47, tivesse inventado um cortador de relva.
Foi quando estava internado num hospital soviético, a recuperar de um ferimento recebido em batalha, que teve a ideia que lhe iria transformar o destino.
Foi ouvindo outros soldados na enfermaria queixarem-se das limitações do armamento então usado pelo Exército Vermelho que lhe veio a ideia de construir uma nova espingarda para equipar as forças soviéticas.
Embora a primeira pistola-metralhadora que inventou não tenha sido aceite ao serviço, as autoridades soviéticas repararam no talento do jovem Kalashnikov. Em 1942 destacaram-no para o organismo encarregado de desenvolver armas ligeiras, pertencente ao Primeiro Diretorado de Artilharia do Exército Vermelho.
O processo de que levaria à arma que o tornou famoso durou anos e culminou em 1947 com a AK-47, o modelo mais conhecido da série.
Em 1949 a AK 47 (de Avtomat Kalashnikova modelo 1947) foi oficialmente escolhida para equipar as forças soviéticas, apesar de ter tido de competir com modelos de dois inventores muito mais experientes, Vasily Degtyaryov e Georgy Shpagin.
A AK-47 viu a luz do dia demasiado tarde para ser utilizada contra as forças nazis na Segunda Guerra Mundial, no entanto, tal não impediu a criação de Kalashnikov de se tornar num mito mundialmente conhecido.
A simplicidade do mecanismo, aliada à fácil manutenção e à extrema fiabilidade do desenho, faziam com que estivesse operacional, mesmo nos teatros de batalha mais duros. Água, lama e mãos tratos que teriam inutilizado outras espingardas mais sofisticadas não impediam a AK-47 de disparar.
Rapidamente passou a ser a arma de escolha dos exércitos dos países aliados da URSS e dos movimentos de guerrilha por todo o mundo, inspirando medo às forças contrárias, que frequentemente estavam equipadas com sofisticadas armas de fabrico ocidental.
Milhões de exemplares foram fabricados, e o conceito continua ainda hoje a ser explorado, com versões sucessivamente melhoradas, como a AK–74 e as AK da série 100, além de outros modelos.
O invento de Kalashnikov ganhou a dúbia distinção de ser a arma de fogo que mais pessoas matou em todo o mundo, na história da Humanidade.
Embora tenha sido cumulado de honras pelo estado soviético, e mais tarde pela Federação Russa, Mikhail Kalashnikov pouco lucrou, em termos materiais e monetários, com o seu invento. Já em idade avançada costumava dizer que estaria melhor na vida se, em vez da AK-47, tivesse inventado um cortador de relva.