Morte de "número dois" das FARC é "duro golpe" para acordo de libertação de reféns - Venezuela

Caracas, 01 Mar (Lusa) - O Governo da Venezuela classificou hoje como "um duro golpe para o processo de acordo humanitário na Colômbia" a morte às mãos do exército daquele país do porta-voz internacional da guerrilha das FARC, "Raúl Reyes".

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O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Nicolás Maduro, leu um breve comunicado que sustenta que a morte do "número dois" do comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) "revela, mais uma vez, a obstinada conduta de quem privilegia a opção militar e aposta numa agudização do conflito armado".

A cúpula das FARC, integrada por nove guerrilheiros, incluindo o líder máximo, "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", ficou hoje fragmentada pela morte de "Raúl Reyes", nome por que era conhecido Luis Édgar Devia.

O "número dois" da organização guerrilheira mais antiga e numerosa (17 mil elementos) da América Latina foi morto num bombardeamento efectuado pelas Forças Armadas colombianas sobre território equatoriano.

ANC.


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