Morte de porta-voz de Ronald Reagan considerada homicídio 30 anos depois de atentado

Washington, 09 ago (Lusa) -- As lesões sofridas pelo ex-porta-voz da Casa Branca, James Brady, na tentativa de homicídio contra o então Presidente Ronald Reagan, em 1981, foram consideradas a causa da sua morte esta semana, informou a polícia em um comunicado.

Lusa /

"Foi realizada uma autópsia que revelou que a causa da morte foi um ferimento de bala e, consequentemente, a morte foi classificada como um homicídio", informou a polícia, confirmando uma informação do Washington Post.

James Brady morreu na segunda-feira, aos 73 anos, mais de 30 anos depois do ataque em que foi ferido na cabeça. Na sequência dos disparos, o antigo porta-voz sofreu lesões cerebrais, parcialmente paralisado e com problemas de fala.

Três outras pessoas, incluindo o presidente Reagan, ficaram feridas.

James Brady deixou, entretanto, a Casa Branca e dedicou o resto da sua vida a trabalhar em prol do controlo de armas.

O atirador, John Hinckley, que foi acusado de tentativa de homicídio do antigo presidente norte-americano e de outros crimes foi considerado inocente devido a problemas psiquiátricos e internado num hospital em Washington.

Atualmente com 59 anos, John Hinckley é autorizado a saídas regulares do hospital psiquiátrico para visitar a família em Virgínia.

Segundo o Washington Post, não ficou claro se o atirador poderia vir a responder perante novas acusações, agora que James Brady é considerado como tendo sido vítima de homicídio e não de tentativa de homicídio.

 

 

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