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Motim em prisão do estado brasileiro do Paraná faz quatro mortos

Motim em prisão do estado brasileiro do Paraná faz quatro mortos

Rio de Janeiro, 25 ago (Lusa) -- Pelo menos quatro presos morreram, dois deles decapitados, no motim numa prisão do estado brasileiro do Paraná, revelaram as autoridades do país.

Lusa /

De acordo com as últimas informações reveladas pelas autoridades brasileiras, além dos mortos, dois guardas foram feitos reféns e dois outros presos ficaram feridos.

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do Paraná, em curso desde as 06:30 locais (10:30 em Lisboa), começou quando um dos guardas prisionais, que se preparava para distribuir o pequeno-almoço, foi tomado como refém.

O motim envolve cerca de 800 dos 1.040 reclusos da prisão, que reivindicam melhores condições de alimentação e higiene, adiantou Jairo Ferreira, advogado dos agentes penitenciários.

Os reclusos queixam-se ainda do estado das infraestruturas prisionais e reclamam o fim de supostos abusos e atos violentos por parte dos guardas.

Os amotinados ocuparam o telhado da prisão, para onde levaram os reféns e onde pegaram fogo a vários colchões e exibindo cartazes com a sigla PCC, referindo-se ao Primeiro Comando da Capital, organização criminosa comandada a partir das prisões do país.

Os amotinados lançaram três pessoas do telhado de um dos pavilhões da prisão, com uma altura de 15 metros, mas desconhece-se o seu estado.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná, os amotinados decapitaram pelo menos dois presos, um dos quais um ex-polícia, suspeito de encabeçar um esquema de furto e desvio de peças de veículos apreendidos, segundo o jornal brasileiro O Globo.

De acordo com o mesmo organismo, alguns reclusos ficaram feridos e foram levados para unidades de saúde, enquanto outros, igualmente feridos, continuam na unidade prisional e ainda sem cuidados médicos. O corpo de bombeiros confirmou ao Globo que atendeu um homem de 23 anos com ferimentos graves.

O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Cezinando Paredes, e a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, estão no local para negociar com os reclusos a libertação dos três reféns.

A polícia militar cercou o edifício, onde a água e a luz estão cortadas desde o começo da tarde.


 

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