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Movimento das baratas: Primeiro-ministro promete punir funcionários corruptos
Narendra Modi anunciou que vai criar "tribunais de julgamento rápido" para estancar os protestos que já provocaram mais de 180 feridos.
O primeiro-ministro indiano anunciou esta quinta-feira que "aqueles que tentarem prejudicar o futuro da nossa juventude não ficarão impunes". É a primeira reação do governante indiano, na rede social X, em relação aos protestos que têm acontecido nos últimos dias em Nova Deli, liderados pelo Partido das Baratas.
Narendra Modi deu a conhecer que vai criar "tribunais de julgamento rápido" para acelerar a punição dos funcionários corruptos envolvidos no escândalo dos exames de acesso ao curso de medicina.
Nas primeiras declarações públicas, Modi fez questão de escrever que "nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de juventude".
Nothing is more important than the welfare and future of our youth!
— Narendra Modi (@narendramodi) July 23, 2026
We have decided to set up fast-track courts to ensure swift and stringent punishment for those involved in paper leaks. Have directed the concerned authorities and officials to take all necessary steps in this…
Entretanto o presidente indiano do Supremo Tribunal já pediu a demissão do ministro da educação. "Dharmendra Pradhan deve renunciar", disse, sendo esta, a par da reforma do sistema indiano da educação, uma das principais reivindicações do movimento.
De acordo com o jornal inglês The Guardian perto de 50 mil pessoas protestaram na segunda-feira, mesmo depois da polícia ter proibido a realização de marchas até ao Parlamento indiano e, de acordo com várias testemunhas, os agentes terem usado cassetetes e gás lacrimogéneo contra os manifestantes.
Na sequência dos últimos protestos, vários pessoas ficaram feridas e precisaram de receber assistência médica.
O mentor do Partido das Baratas, Abhijeet Dipke, afirmou que as conversações com os elementos do governo indiano não têm dado resultados e adianta que o grupo não vai ao encontro dos governantes. "Se os ministros quiserem falar [connosco], terão que vir ao local do protesto e conversar publicamente", acrescentou.