Mundo
Associação "Firkidja di Pubis" responsabiliza autoridades guineenses pelo assassínio do seu líder
A associação "Firkidja di Pubis" acusou o autodenominado Alto Comando Militar e o Governo da Guiné-Bissau pelo rapto, tortura e assassínio do seu secretário-geral, Vigário Balanta, anunciou hoje a organização num comunicado.
No documento, enviado à agência Lusa em Lisboa, a organização de guineenses em Portugal declarou que este crime demonstra o "caráter (...) de guerra contra o povo" por parte do regime e das suas milícias, atribuindo às autoridades vigentes a "total responsabilidade política e moral" pelo sucedido.
Vigário Luís Balanta, de 35 anos, era líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", uma organização da sociedade civil guineense, constituída essencialmente por jovens que se posicionaram contra o golpe de Estado protagonizado por militares, em novembro passado, e que tem exigido a publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais realizadas no mesmo mês.
O corpo do líder foi encontrado morto na terça-feira num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.
A "Firkidja di Pubis" também classificou o Alto Comando Militar e o Governo guineense como "ilegítimo" e "anticonstitucional", acusando-o de ser um "assaltante do poder" e de violar a soberania popular.
A organização sublinhou que, embora considere que o atual regime não atua em conformidade com o Estado de Direito, exige que os responsáveis materiais sejam responsabilizados juridicamente, "sem vingança, tampouco perdão, com Justiça".
"Endereçamos as nossas condolências à família deste mártir na luta pela libertação da Guiné-Bissau, bem como aos seus, e nossos camaradas, do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", na absoluta certeza de que a sua luta não será em vão - outros "Vigário" continuarão o justo combate", lê-se na nota da associação.
A "Firkidja di Pubis" reafirmou ainda a convicção de que a população guineense encontrará meios próprios para "derrubar esta ditadura militar, juntamente com o seu Governo", defendendo que o fim do atual sistema político será a maior homenagem que poderá ser prestada à memória de Vigário Balanta.
Na terça-feira, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, denunciou o assassínio de Vigário Balanta, antes de apresentar o relatório da situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, afirmando que a execução "não é apenas um crime, é um sinal profundamente inquietante de que, na Guiné-Bissau, o exercício de direitos fundamentais pode transformar-se num ato de riscos sérios".
Bubacar Turé observou que não está apenas em causa a segurança individual de cada defensor dos direitos na Guiné-Bissau, mas "a própria essência da dignidade humana e o Estado de direito".
Na quarta-feira, o partido da oposição moçambicano Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) repudiou o "brutal" assassínio do ativista político guineense, exigindo às autoridades da Guiné-Bissau uma investigação "célere, transparente e independente" para a responsabilização dos autores do crime.
Já a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.
A responsável adiantou que a PJ trabalha em colaboração com a Polícia de Ordem Pública (POP) e o SIS (Serviço de Informação e Segurança, `a secreta` guineense) e exortou a população a prestar quaisquer informações que possam ajudar na investigação do caso.
Vigário Luís Balanta, de 35 anos, era líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", uma organização da sociedade civil guineense, constituída essencialmente por jovens que se posicionaram contra o golpe de Estado protagonizado por militares, em novembro passado, e que tem exigido a publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais realizadas no mesmo mês.
O corpo do líder foi encontrado morto na terça-feira num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.
A "Firkidja di Pubis" também classificou o Alto Comando Militar e o Governo guineense como "ilegítimo" e "anticonstitucional", acusando-o de ser um "assaltante do poder" e de violar a soberania popular.
A organização sublinhou que, embora considere que o atual regime não atua em conformidade com o Estado de Direito, exige que os responsáveis materiais sejam responsabilizados juridicamente, "sem vingança, tampouco perdão, com Justiça".
"Endereçamos as nossas condolências à família deste mártir na luta pela libertação da Guiné-Bissau, bem como aos seus, e nossos camaradas, do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", na absoluta certeza de que a sua luta não será em vão - outros "Vigário" continuarão o justo combate", lê-se na nota da associação.
A "Firkidja di Pubis" reafirmou ainda a convicção de que a população guineense encontrará meios próprios para "derrubar esta ditadura militar, juntamente com o seu Governo", defendendo que o fim do atual sistema político será a maior homenagem que poderá ser prestada à memória de Vigário Balanta.
Na terça-feira, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, denunciou o assassínio de Vigário Balanta, antes de apresentar o relatório da situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, afirmando que a execução "não é apenas um crime, é um sinal profundamente inquietante de que, na Guiné-Bissau, o exercício de direitos fundamentais pode transformar-se num ato de riscos sérios".
Bubacar Turé observou que não está apenas em causa a segurança individual de cada defensor dos direitos na Guiné-Bissau, mas "a própria essência da dignidade humana e o Estado de direito".
Na quarta-feira, o partido da oposição moçambicano Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) repudiou o "brutal" assassínio do ativista político guineense, exigindo às autoridades da Guiné-Bissau uma investigação "célere, transparente e independente" para a responsabilização dos autores do crime.
Já a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.
A responsável adiantou que a PJ trabalha em colaboração com a Polícia de Ordem Pública (POP) e o SIS (Serviço de Informação e Segurança, `a secreta` guineense) e exortou a população a prestar quaisquer informações que possam ajudar na investigação do caso.