Muçulmanos dos EUA lançam campanha contra gestão da crise por Biden

por Lusa

Grupos muçulmanos norte-americanos iniciaram este fim de semana uma campanha de protestos para contestar o apoio dos EUA a Israel durante a guerra de Gaza, em vez de pressionar o seu aliado para um cessar-fogo a longo prazo.

Segundo o portal Axios, esta campanha junta movimentos e líderes muçulmanos de todo o país, procurando sensibilizar a administração de Joe Biden a insistir num cessar-fogo entre Israel e o movimento extremista islâmico Hamas, de modo a preservar as vidas de "palestinianos e israelitas inocentes".

As ações vão começar por uma campanha nas redes sociais focada nos estados em disputa entre democratas e republicanos, de modo a influenciar as eleições presidenciais, e foram convocadas "dada a falta de vontade do presidente Biden para exigir um cessar-fogo e proteger os inocentes da Palestina e de Israel".

"Os líderes da campanha nos estados em disputa trabalharão em conjunto para garantir a derrota de Biden nas eleições de 2024", disse um dos dirigentes, Jaylani Hussein.

A administração Biden vetou resoluções de cessar-fogo nas Nações Unidas com o argumento de que tal medida é contraproducente para os esforços diplomáticos para garantir a libertação dos reféns do Hamas.

Sob o lema "Abandonar Biden", os ativistas tencionam concentrar as suas futuras manifestações nas zonas mais sensíveis das eleições presidenciais.

Fontes da Casa Branca disseram ao portal que já foram realizadas, nos últimos dias, reuniões com "líderes árabes-americanos" para conhecer os seus pontos de vista sobre o conflito, sem dar mais pormenores.

A população de muçulmanos americanos é de 3,45 milhões, segundo o Pew Research Center, e 59 por cento deles votaram em Biden em 2020.

Neste momento, de acordo com uma sondagem publicada no final de outubro pelo Arab American Institute, o apoio a Biden é de apenas 17% entre aqueles eleitores.

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