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Mudanças na segurança do Rio tiram três mil polícias das favelas
A Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, anunciou esta semana mudanças no projeto de pacificação das comunidades, as chamadas UPP (Unidades de Polícia Pacificadoras). Cerca de três mil agentes que hoje atuam dentro das favelas serão transferidos para reforçar o patrulhamento na capital carioca e cidades vizinhas.
As UPP foram instaladas há quase dez anos dentro de diversas comunidades do Rio com o objetivo de diminuir a violência através da aproximação à população local. Segundo o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, um aumento de 86,5 por cento na violência na região metropolitana obrigou a mudanças.
“É importante levar dignidade a todas as áreas do Rio de Janeiro”, disse.
Na prática, o que vai acontecer é a união entre as unidades pacificadoras e os batalhões policiais. Uma análise feita pela Polícia Militar detetou que muitos agentes das UPP estão a realizar atividades que já são feitas nos batalhões. Por isso, a transferência não irá retirar operacionais que estejam envolvidos no patrulhamento das comunidades ou nos trabalhos sociais, mas recolocar aqueles que estão a realizar atividades burocráticas.
“Nós fizemos um diagnóstico de todas as Unidades de Polícia Pacificadora. A conclusão a que chegámos é que todas as UPP serão mantidas na sua essência. Eu digo para cada morador que acreditou, nós vamos continuar presentes a cumprir nosso papel, melhorar nosso serviço e nos aproximar mais da comunidade”, disse Sá.
O outro lado
A transferência dos três mil polícias militares (PM) corresponde a um terço do efetivo nos projetos de pacificação, que hoje conta com 9.500 agentes.
Apesar da garantia, por parte do secretário de Segurança, de que o trabalho nas favelas não vai ficar deficiente, alguns especialistas acreditam que este passo pode ser o fim do projeto das UPP.
“É lamentável. É a volta da política da repressão que sabemos que não dá certo. De facto, houve um abandono da política de pacificação, que era de proximidade com a população local. Hoje, prevalece uma política de guerra nas áreas com UPP, de enfrentamento. Estamos a enxugar gelo com operação militar, quando a aproximação com os moradores é a solução”, disse a antropóloga Alba Zaluar, citada na edição online do jornal O Globo.
“É importante levar dignidade a todas as áreas do Rio de Janeiro”, disse.
Na prática, o que vai acontecer é a união entre as unidades pacificadoras e os batalhões policiais. Uma análise feita pela Polícia Militar detetou que muitos agentes das UPP estão a realizar atividades que já são feitas nos batalhões. Por isso, a transferência não irá retirar operacionais que estejam envolvidos no patrulhamento das comunidades ou nos trabalhos sociais, mas recolocar aqueles que estão a realizar atividades burocráticas.
“Nós fizemos um diagnóstico de todas as Unidades de Polícia Pacificadora. A conclusão a que chegámos é que todas as UPP serão mantidas na sua essência. Eu digo para cada morador que acreditou, nós vamos continuar presentes a cumprir nosso papel, melhorar nosso serviço e nos aproximar mais da comunidade”, disse Sá.
O outro lado
A transferência dos três mil polícias militares (PM) corresponde a um terço do efetivo nos projetos de pacificação, que hoje conta com 9.500 agentes.
Apesar da garantia, por parte do secretário de Segurança, de que o trabalho nas favelas não vai ficar deficiente, alguns especialistas acreditam que este passo pode ser o fim do projeto das UPP.
“É lamentável. É a volta da política da repressão que sabemos que não dá certo. De facto, houve um abandono da política de pacificação, que era de proximidade com a população local. Hoje, prevalece uma política de guerra nas áreas com UPP, de enfrentamento. Estamos a enxugar gelo com operação militar, quando a aproximação com os moradores é a solução”, disse a antropóloga Alba Zaluar, citada na edição online do jornal O Globo.