Mundo
Mumia Abu-Jamal continua hospitalizado em estado grave
O antigo "pantera negra" que foi condenado à morte, e depois viu ser-lhe comutada a pena, por irregularidades do processo, sofre de uma crise aguda de diabetes, mas a administração carcerária recusa permitir o seu tratamento por um médico independente.
Mumia Abu-Jamal foi na segunda feira internado de urgência no Schuylkill Medical Center, hospital prisional. Segundo o New York Times, membros da sua família e apoiantes acusam a administração prisional de terem deixado degradar-se o estado de saúde do preso ao ponto de estar a entrar em coma diabético e acusam o hospital de lhe proporcionar um tratamento inadequado.
Segundo os mesmos apoiantes, Abu-Jamal não fazia ideia de ser diabético até à irrupção desta crise e até ser internado no hospital. Disseram também que ele estivera recentemente na enfermaria da prisão para ser tratado de um problema de pele, tendo feito análises de sangue que certamente detectaram a sua diabetes.
Uma apoiante do preso, a professora Johanna Fernandez, fazendo notar que este se encontrara às portas da morte, apresentou uma exigência: "Queremos saber: como foi que o sistema prisional permitiu que o seu estado se agravasse deste modo?
A porta-voz do Departamento do Estado de Filadélfia que tutela as prisões, Susan McNaughton, limitou-se a afirmar: "Quando um preso se apresenta nos serviços clínicos com sinais e sintomas de uma doença séria, ele ou ela é adequadamente e imediatamente enviado ao hospital para ser tratado".
A mulher de Mumia, Wadiya Jamal, afirmou após uma visita de 30 minutos que "ele ainda está muito fraco". Abu-Jamal está algemado à cama e, durante a visita, pôde passar para uma cadeira à qual também permaneceu algemado. Dentro do seu quarto estão dois guardas, e à porta estão outros dois.
Abu-Jamal, actualmente com 60 anos, foi millitante do movimento dos "Panteras Negras", tendo passado depois a animar um talk show muito crítico e muito popular na rádio de Filadélfia.
Em 1981, na sequência de um incidente mal esclarecido, foi acusado do homicídio de um polícia, Daniel Faulkner, e condenado à morte. Numerosas personalidades e organizações consideraram que o processo fora viciado, com provas forjadas, com sonegação de testemunhas e com instruções recebidas pelo júri.
A Amnistia Internacional considerou que o julgamento fora "manifestamente injusto". Entre as personalidades que se empenharam na reabertura do processo, contou-se a então primeira dama francesa, Danielle Miterrand.
Em 2008, um tribunal federal norte-americano deu razão às críticas sobre a viciação do processo no tribunal estadual de Filadélfia e mandou comutar para perpétua a pena de morte pendente sobre Mumia Abu-Jamal.
Segundo os mesmos apoiantes, Abu-Jamal não fazia ideia de ser diabético até à irrupção desta crise e até ser internado no hospital. Disseram também que ele estivera recentemente na enfermaria da prisão para ser tratado de um problema de pele, tendo feito análises de sangue que certamente detectaram a sua diabetes.
Uma apoiante do preso, a professora Johanna Fernandez, fazendo notar que este se encontrara às portas da morte, apresentou uma exigência: "Queremos saber: como foi que o sistema prisional permitiu que o seu estado se agravasse deste modo?
A porta-voz do Departamento do Estado de Filadélfia que tutela as prisões, Susan McNaughton, limitou-se a afirmar: "Quando um preso se apresenta nos serviços clínicos com sinais e sintomas de uma doença séria, ele ou ela é adequadamente e imediatamente enviado ao hospital para ser tratado".
A mulher de Mumia, Wadiya Jamal, afirmou após uma visita de 30 minutos que "ele ainda está muito fraco". Abu-Jamal está algemado à cama e, durante a visita, pôde passar para uma cadeira à qual também permaneceu algemado. Dentro do seu quarto estão dois guardas, e à porta estão outros dois.
Abu-Jamal, actualmente com 60 anos, foi millitante do movimento dos "Panteras Negras", tendo passado depois a animar um talk show muito crítico e muito popular na rádio de Filadélfia.
Em 1981, na sequência de um incidente mal esclarecido, foi acusado do homicídio de um polícia, Daniel Faulkner, e condenado à morte. Numerosas personalidades e organizações consideraram que o processo fora viciado, com provas forjadas, com sonegação de testemunhas e com instruções recebidas pelo júri.
A Amnistia Internacional considerou que o julgamento fora "manifestamente injusto". Entre as personalidades que se empenharam na reabertura do processo, contou-se a então primeira dama francesa, Danielle Miterrand.
Em 2008, um tribunal federal norte-americano deu razão às críticas sobre a viciação do processo no tribunal estadual de Filadélfia e mandou comutar para perpétua a pena de morte pendente sobre Mumia Abu-Jamal.