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Mundial causa batalha entre índios e polícias na capital brasileira
Não parece coisa do século XXI, uma batalha campal entre milhares de índios, com arco e flecha, e um corpo policial, recorrendo principalmente a gás lacrimogéneo. O encontro anual de índios em Brasília inclui sempre algum folclore passadista, mas desta vez inseriu-se no movimento amplo da sociedade brasileira contra o despesismo exorbitante em volta do Mundial de Futebol.
Entre as várias manifestações que ontem tiveram lugar em diferentes cidades brasileiras, foi especialmente significativa a de Brasília. Aí começava a habitual "Mobilização Nacional Indígena", que deverá durar até amanhã, quinta feira. Este encontro realiza-se todos os anos, mas desta vez teve a particularidade de convergir com a turbulência que dura há vários meses na sociedade brasileira em torno dos gastos injustificados com o Mundial de Futebol.
Na manifestação de Brasília, chamaram especialmente a atenção os índios de várias etnias, vestidos nos seus trajes e armados de arco e flecha. Nos confrontos com a polícia, um agente foi ligeiramente ferido por uma flecha e seis índios foram feridos por balas de borracha. A manifestação com cerca de 2.300 pessoas dirigiiu-se para o Estádio de Brasília, pelo que a copa aí depositada foi levada para outro local, como medida de segurança. No local foi enfrentada por uma força de 700 polícias.
Para além do protagonismo índio na manfestação, havia uma forte participação de pessoas sem abrigo e de vários movimentos sociais que se têm pronunciado contra os gastos faraónicos com o Mundial. Os índios voltaram a pôr sobre a mesa a reivindicação de demarcação das terras indígenas, mas a manifestação também incluiu a exigência de casas para as pessoas desalojadas devido à construção de novos estádios e a revogação da lei que concede isenções fiscais à FIFA.
Na manifestação de Brasília, chamaram especialmente a atenção os índios de várias etnias, vestidos nos seus trajes e armados de arco e flecha. Nos confrontos com a polícia, um agente foi ligeiramente ferido por uma flecha e seis índios foram feridos por balas de borracha. A manifestação com cerca de 2.300 pessoas dirigiiu-se para o Estádio de Brasília, pelo que a copa aí depositada foi levada para outro local, como medida de segurança. No local foi enfrentada por uma força de 700 polícias.
Para além do protagonismo índio na manfestação, havia uma forte participação de pessoas sem abrigo e de vários movimentos sociais que se têm pronunciado contra os gastos faraónicos com o Mundial. Os índios voltaram a pôr sobre a mesa a reivindicação de demarcação das terras indígenas, mas a manifestação também incluiu a exigência de casas para as pessoas desalojadas devido à construção de novos estádios e a revogação da lei que concede isenções fiscais à FIFA.