Na Argélia, turistas alemães acusados de roubo de peças arqueológicas
Os cinco turistas alemães dados como desaparecidos quarta-feira na região de Djanet, no Saara argelino, e que reapareceram no sábado vão comparecer em tribunal acusados do roubo de peças arqueológicas protegidas, informou hoje fonte oficial.
Em entrevista ao jornal argelino El Watan, o director do Gabinete do Parque Nacional do Tassili, Semmadi Mohamed el Aid, acrescentou que os cinco alemães vão ainda ser acusados de violarem as regras de circulação de turistas no Saara, uma vez que efectuaram uma "visita ilícita" ao parque.
Os cinco turistas alemães foram dados como desaparecidos na quarta-feira, com vários jornais argelinos a colocarem a hipótese de rapto, alegadamente por parte do Grupo Salafista para a Prédica e o Combate (GSPC), dado que estariam na mesma zona onde este grupo sequestrou 32 turistas estrangeiros, a maioria alemães e suíços, em Fevereiro de 2003.
Os turistas reapareceram no sábado e uma busca aos carros em que viajavam resultou na descoberta de 140 objectos arqueológicos e geológicos classificados como protegidos.
Segundo o jornal, um dos alemães, identificado como Heilmelier Earnest, seria proprietário de uma agência de compra e revenda de peças arqueológicas e terá já visitado a região de Djanet pelo menos cinco vezes, a última das quais em 2002.
O Parque Nacional do Tassili, com uma área de 80.000 quilómetros quadrados, classificado como património mundial em 1982 e como reserva da biosfera em 1986, acolhe um inestimável património natural, histórico e cultural, segundo os especialistas.