Na Mauritânia novo regime pretende transição pacífica
O novo regime na Mauritânia, que destituiu o parlamento mas manteve o Governo e a constituição um dia depois do golpe de Estado de quarta-feira, pretende assegurar uma transição pacífica, apesar das condenações da comunidade internacional.
à excepção do antigo partido no poder, o Partido Republicano Democrático e Social (PRDS), formações políticas e a população receberam favoravelmente a mudança da liderança do país, manifestando de imediato o seu apoio ao Conselho Militar para a Justiça e a Democracia (CMJD), que quinta-feira substituiu o Presidente Maauiya Uld Taya.
Como prova dessa vontade [de assegurar uma transição pacífica], a Junta Militar autorizou hoje a mulher e os quatro filhos do Presidente deposto a abandonarem o país.
Aicha Mint Ahmed Tolba saiu hoje do país num voo regular da companhia Air Mauritânia.
Após o golpe de Estado de quarta-feira, a mulher de Uld Taya abandonou o palácio presidencial de Nuakchot e mudou-se para casa do irmão, na capital mauritana.
Quarta-feira, chefes militares da Mauritânia anunciaram ter assumido o controlo do país e criado um Conselho Militar para a Justiça e Democracia, para "acabar com o poder totalitário".
O coronel Aly Uld Mohammed Vall, director da segurança nacional, assumiu a liderança do Conselho Militar para a Justiça e a Democracia (CMJD) na sequência do um golpe de Estado.