Na Turquia afastado perigo de camiões-cisterna de cargueiro afundado
As autoridades marítimas turcas conseguiram hoje colocar em segurança três camiões-cisterna carregados com gás de petróleo líquido (GPL), encalhados no estreito do Bósforo após o afundamento do navio que os transportava.
"O perigo está afastado (Ó) tivemos sorte", disse aos jornalistas Baris Tozar, porta-voz do Ministério dos Transportes turco.
O estreito do Bósforo, que liga o Mar Negro ao Mar de Marmara, foi encerrado ao tráfego marítimo no sábado à noite depois do naufrágio do navio, que transportava sete camiões-cisterna com uma carga total de 138 toneladas de GPL, segundo um elemento da célula de crise.
Após dez horas de esforços intensos, sob mau tempo e correntes fortes, as equipas de socorro conseguiram pôr em segurança os sete camiões, quatro dos quais foram rapidamente amarrados a um cais da margem asiática do Bósforo, que atravessa Istambul, cidade de 12 milhões de habitantes.
Depois de andarem à deriva durante várias horas, os três últimos camiões-cisterna acabaram por encalhar em rochedos da margem europeia do estreito.
Uma das cisternas perdeu gás por uma fenda mas o combustível foi totalmente bombeado e já não representa risco.
Os socorristas não conseguiram aproximar-se dos três camiões, devido ao mau tempo, mas deverão ser rebocados ainda durante o dia de hoje, precisou Tozar, acrescentando que a operação será perigosa.
As autoridades proibiram o tráfego na frente marítima e mandaram evacuar as instalações piscatórias.
Prevê-se que a circulação de navios no Bósforo seja retomada durante o dia de hoje.
Está em curso um inquérito para saber por que razão o navio passava no estreito com uma carga tão perigosa, fora dos horários autorizados e apesar das más condições meteorológicas.
O Bósforo é um dos estreitos mais navegados do mundo.