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Na véspera da greve geral, Zapatero quer negociar
Com a greve geral marcada para amanhã, o presidente do Governo de Madrid anunciou a intenção de discutir despedimentos e pensões de reforma com os sindicatos. A discussão deveria ter lugar depois daquela jornada de luta. Segundo o diário El Pais, as centrais sindicais convocantes consideraram o convite uma manobra "grosseira" e "oportunista".
José Luís Zapatero tinha declarado na reunião da comissão executiva do seu partido, o PSOE, que não deixaria cair a reforma laboral - o pomo da discórdia, na base da greve de amanhã - , mas que poderia discutir diferentes formas de levar à prática essa reforma.
A discussão deveria iniciar-se a partir de 30 de Setrmbro, o dia seguinte à greve geral. Em causa estão, nomeadamente, a nova lei de despedimentos e as pensões de reforma. Em relação à lei de despedimentos ela tem sido criticada pela sua permissividade sem paralelo na Europa, indo ao ponto de permitir despedimentos por uma mera previsão de prejuízos das empresas.
Zapatero declara-se indisponível para mexer no "coração da lei", mas quer negociar sobre a sua regulamentação. Já antes, num comício realizado em Saragoça no domingo, Zapatero tinha endereçado aos sindicatos idêntica proposta.
Cándido Méndez, o dirigente da central sindical UGT, ligada ao próprio PSOE, e Ignacio Fernández, dirigente da pós-comunista CCOO, denunciaram imediatamente a sugestão de diálogo como manobra visando desmobilizar os grevistas.
Num plano mais retórico e declarativo, o Governo tem evitado a escalada e manifestado repetidamente o seu respeito pelo exercício do direito à greve. Mas nem por isso o cumprimento dos serviços mínimos deixa de ser objecto de controvérsia. O secretário geral da UGT, Cândido Méndez, denunciou a interpretação "abusiva" que está a ser dada a esses serviços mínimos, que, nas suas palavras citadas pela agência Lusa, não têm "qualquer tipo de proporcionalidade e equilíbrio entre o direito à greve e o direito ao trabalho". Aos controladores aéreos, por exemplo, ter-se-á imposto serviços mínimos na ordem dos 70% da laboração normal.
Por seu lado, as associações patronais queixam-se da organização de piquetes de greve, que poderão pressionar os trabalhadores indecisos a aderirem ou impedir-lhes o acesso aos locais de trabalho.
A discussão deveria iniciar-se a partir de 30 de Setrmbro, o dia seguinte à greve geral. Em causa estão, nomeadamente, a nova lei de despedimentos e as pensões de reforma. Em relação à lei de despedimentos ela tem sido criticada pela sua permissividade sem paralelo na Europa, indo ao ponto de permitir despedimentos por uma mera previsão de prejuízos das empresas.
Zapatero declara-se indisponível para mexer no "coração da lei", mas quer negociar sobre a sua regulamentação. Já antes, num comício realizado em Saragoça no domingo, Zapatero tinha endereçado aos sindicatos idêntica proposta.
Cándido Méndez, o dirigente da central sindical UGT, ligada ao próprio PSOE, e Ignacio Fernández, dirigente da pós-comunista CCOO, denunciaram imediatamente a sugestão de diálogo como manobra visando desmobilizar os grevistas.
Num plano mais retórico e declarativo, o Governo tem evitado a escalada e manifestado repetidamente o seu respeito pelo exercício do direito à greve. Mas nem por isso o cumprimento dos serviços mínimos deixa de ser objecto de controvérsia. O secretário geral da UGT, Cândido Méndez, denunciou a interpretação "abusiva" que está a ser dada a esses serviços mínimos, que, nas suas palavras citadas pela agência Lusa, não têm "qualquer tipo de proporcionalidade e equilíbrio entre o direito à greve e o direito ao trabalho". Aos controladores aéreos, por exemplo, ter-se-á imposto serviços mínimos na ordem dos 70% da laboração normal.
Por seu lado, as associações patronais queixam-se da organização de piquetes de greve, que poderão pressionar os trabalhadores indecisos a aderirem ou impedir-lhes o acesso aos locais de trabalho.