Mundo
Guerra no Médio Oriente
Nadar é resistir. Crianças da Faixa de Gaza voltam ao mar para aulas de natação
Na Faixa de Gaza, as crianças voltaram ao mar. São cerca de 700 e têm aulas em cinco piscinas naturais, improvisadas pelo instrutor de natação Amjed Tantesh.
Com a destruição provocada pelos ataques israelitas, e sem a possibilidade de reconstruir as piscinas que existiam — pela falta de maquinaria e combustível —, Amjed Tantesh e outros voluntários puseram mãos à obra e, com sacos de areia, improvisaram várias piscinas na costa do enclave palestiniano. É aqui, na Tantish Swimming Academy, que crianças dos 6 aos 16 anos encontram a forma de praticar desporto, mas também de receber apoio psicológico e uma refeição.
Em entrevista à RTP Antena 1, Amjed descreve um território onde só há praticamente escombros e onde todos perderam alguém, incluindo ele próprio que viu o irmão Bahjat Tantesh morrer-lhe nos braços durante um ataque israelita em março de 2025, para além de alunos e professores de natação.
Amjed Tantesh procura agora alargar o projeto, para que mais crianças tenham aulas, até porque, confessa, "neste momento, todas as crianças de Gaza precisam de mim".
Apesar da parceria e da ajuda recebida do projeto global Swim With Gaza - Nadar com Gaza, Amjed Tantesh sublinha que é preciso a ajuda de grandes organizações como a UNICEF ou a War Child, para que seja possível criar condições para alargar o projeto a milhares de crianças.
Em entrevista à RTP Antena 1, Amjed descreve um território onde só há praticamente escombros e onde todos perderam alguém, incluindo ele próprio que viu o irmão Bahjat Tantesh morrer-lhe nos braços durante um ataque israelita em março de 2025, para além de alunos e professores de natação.
Amjed Tantesh procura agora alargar o projeto, para que mais crianças tenham aulas, até porque, confessa, "neste momento, todas as crianças de Gaza precisam de mim".
Apesar da parceria e da ajuda recebida do projeto global Swim With Gaza - Nadar com Gaza, Amjed Tantesh sublinha que é preciso a ajuda de grandes organizações como a UNICEF ou a War Child, para que seja possível criar condições para alargar o projeto a milhares de crianças.