"Não, caro Mark Rutte". MNE francês diz que europeus devem responsabilizar-se pela própria segurança

"Não, caro Mark Rutte". MNE francês diz que europeus devem responsabilizar-se pela própria segurança

Em resposta ao secretário-geral da NATO, que afirmou que a Europa não se consegue defender sem os Estados Unidos, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros considerou que os "europeus podem e devem assumir a responsabilidade pela própria segurança".

Inês Moreira Santos - RTP /
Christophe Petit Tesson - EPA

Horas depois de Mark Rutte ter afirmado que a União Europeia e a Europa podem "continuar a sonhar" que não precisam dos Estados Unidos para se defender, o ministro francês dos Negócios Estarangeiros reagiu contradizendo o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Numa publicação na rede social X, Jean-Noël Barrot escreveu: "Não, caro Mark Rutte. Os europeus podem e devem assumir a responsabilidade pela própria segurança".

E acrescentou que os Estados Unidos concordam, já que "são o pilar europeu da NATO".



Num discurso em Bruxelas, Mark Rutte advertiu esta segunda-feira que se a União Europeia, ou mesmo a Europa, pensa que se pode defender sem os Estados Unidos podem, então, “continuar a sonhar”. E da mesma forma, sublinhou, os EUA precisam da NATO.

“Se alguém aqui acha que a União Europeia, ou a Europa, se conseguiria defender sem os Estados Unidos… Continuem a sonhar. Não conseguem. Não conseguimos. Precisamos uns dos outros”, afirmou Mark Rutte numa audição no Parlamento Europeu.

E entre as questões dos parlamentares europeus, Rutte repetiu: “A Europa não pode defender-se sozinha, sem a ajuda dos Estados Unidos, e precisaria do guarda-chuva nuclear norte-americano".

O presidente dos EUA e secretário norte-americano de Defesa, Pete Hegseth, têm alertado repetidamente os aliados europeus de que agora precisam de depender mais das próprias forças armadas para garantir a sua segurança. Desde então, esses aliados têm tentado fortalecer o pilar europeu dentro da NATO, principalmente por meio do desenvolvimento de próprias indústrias de defesa.

A França é um dos países mais favoráveis ​​a essa "autonomia estratégica" na Europa, mas outros países, particularmente aqueles geograficamente próximos à Rússia, são mais cautelosos, muito devido à sua dependência de sistemas de armas norte-americanos.

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