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"Não é suficiente". Primeiro-ministro britânico quer mais da relação com a UE
Andy Burnham defende que a relação do Reino Unido com Bruxelas tem de mudar. Numa intervenção no Parlamento, antes da cimeira Reino Unido-União Europeia de novembro, o primeiro-ministro britânico afirmou que seria uma "negligência grave" não procurar relações mais estreitas com o bloco comunitário.
“Se levamos a sério a promoção do crescimento, o controlo da imigração e a defesa dos nossos valores e segurança, esta é uma conversa que precisamos de ter”, afirmou aos deputados britânicos. Na segunda-feira, Andy Burnham afirmou que a cimeira vai concentrar-se em impulsionar o crescimento e controlar a imigração ilegal.
Na agenda também vão estar outros temas, incluindo um acordo comercial para produtos alimentares e bebidas, interligar sistemas energéticos, um regime de comércio de emissões e um programa de mobilidade jovem. “Não devemos virar costas a esta oportunidade”, acrescentou o líder do Governo britânico.
Desde que tomou posse, em julho, o primeiro-ministro britânico tem insistido na aproximação do Reino Unido à União Europeia.
Recentemente admitiu que regressar ao bloco europeu é uma das opções para o futuro do país.
“Se estivermos verdadeiramente empenhados em promover o crescimento, controlar a imigração, defender os nossos valores e a nossa segurança”, anotou o primeiro-ministro, é preciso debater a forma como a relação com a UE pode evoluir. Uma vez que “manter o atual statu quo não é suficiente para o Reino Unido”.
Ainda assim, a direita britânica acusa o Partido Trabalhista de querer reabrir o debate sobre o Brexit. A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou na segunda-feira que Andy Burnham está a “desfazer” o acordo de saída com a União Europeia e não vai conseguir um acordo melhor.
Entretanto, Downing Street veio esclarecer as declarações do primeiro-ministro britânico sobre a alegada interferência russa durante o referendo do Brexit de 2016.