Não há portugueses a residir na Birmânia
O embaixador de Portugal na Tailândia, que é também o representante diplomático português na Birmânia (Myanmar), disse hoje à agência Lusa que não há portugueses a residir naquele país, mas desconhece se há turistas.
"Não temos a indicação de haver portugueses a residir na Birmânia. Estamos preocupados em saber se haverá algum turista, apesar de ser época baixa", disse o embaixador António Faria e Maya.
O diplomata referiu ainda que "ocasionalmente" vão à Birmânia empresários portugueses, alguns dos quais residentes na Tailândia.
"Neste momento, nenhum dos empresários que residem na Tailândia se encontra na Birmânia", afirmou.
Caso se encontre algum turista português na Birmânia, o embaixador afirmou que "se precisar de assistência diplomática, deve dirigir-se a qualquer posto consular ou diplomático de um estado-membro da União Europeia (UE)".
"Ao abrigo do Acordo Schengen, sempre que em qualquer país não haja qualquer representação diplomática ou consular, pode pedir-se e obter-se assistência e protecção consular junto de outra representação de outro país membro", afirmou.
O embaixador António Faria e Maya disse ainda que estão a ser tomadas medidas para a eventualidade de se ter de retirar cidadãos estrangeiros da Birmânia.
Questionado sobre a situação naquele país, o diplomata disse que hoje não tem a "indicação de incidentes", mas sublinhou que a "situação está muito tensa".
Na semana passada, mais de um milhar de monges budistas desfilaram pacificamente em duas cidades da Birmânia no âmbito de uma rara onda de protestos contra o governo iniciada há cerca de um mês.
Os protestos continuam até hoje, com relatos de alguma violência da Junta Militar sobre os manifestantes e com vários países a apelar ao diálogo e ao fim da violência.