Negociações promovidas pela ONU inconclusivas na Líbia

O diálogo político na Líbia, que decorreu na última semana promovido pelas Nações Unidas, com o objetivo de nomear um executivo consensual para terminar o conflito de uma década naquele país, terminou este domingo sem acordo, anunciou o organismo internacional.

Lusa /
Diálogo procura terminar com 10 anos de guerra na Líbia Reuters

"Acordámos em encontrarmo-nos novamente dentro de uma semana para uma reunião por videoconferência para chegarmos a acordo sobre o mecanismo de seleção de uma futura autoridade", explicou, em declarações a jornalistas, a enviada das Nações Unidas na Líbia, Stephanie William, citada pela agência AFP.

A ONU tinha anunciado na sexta-feira eleições naquele país do Médio Oriente para o final de dezembro de 2021.

Os 75 delegados de todos os quadrantes, reunidos desde segunda-feira a convite da ONU nos subúrbios de Tunes, deviam ter chegado a acordo sobre as eleições nacionais, a nomeação de um chefe de governo e os três membros de um conselho presidencial para formar um executivo unificado.

"Chegámos a um consenso sobre três documentos importantes: o roteiro, as designações das autoridades executivas e os critérios de elegibilidade", sublinhou Stephanie William, lembrando que "dez anos de conflito não podem ser resolvidos numa semana".Como proceder e quem luta pelo poder
A ONU não especificou quais são os desígnios do presidente do Conselho Presidencial, a quem será confiado, por exemplo, o cargo de chefe das Forças Armadas.

O chefe do governo terá de compor o seu executivo e fazer com que este seja aprovado por um voto de confiança no parlamento.

A Líbia atravessa uma fase de violência desde o derrube do regime de Muammar Kadafi, após intervenção da NATO, em 2011, com várias milícias a lutarem por territórios.

Duas autoridades rivais competem pelo poder, o Governo de Unidade Nacional (GNA), instalado a oeste de Trípoli, e que é reconhecido pela ONU, e uma força liderada por Khalifa Haftar, o homem forte do leste, apoiado por parte do Parlamento eleito e liderado por Águila Saleh.

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