Nicolas Maduro dá 72 horas a embaixadora da UE para abandonar a Venezuela

por RTP
Nicolás Maduro, em caracas, num encontro da juventude socialista venezuelana, a 23 de junho de 2020 Reuters

A decisão foi conhecida ao fim da noite em Lisboa. Nicolás Maduro ordenou a expulsão da embaixadora da União Europeia em Caracas, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, dando-lhe 72 horas para abandonar o país.

Nicolas Maduro reagiu em fúria às sanções aplicadas esta segunda-feira, pela União Europeia, a 11 responsáveis venezuelanos que contestaram o Parlamento controlado pela oposição.

"Decidi conceder à embaixadora da União Europeia, 72 horas para deixar nosso país e exigir respeito da União Europeia. Basta!", disse Maduro durante a entrega de um prêmio nacional de jornalismo no palácio presidencial de Miraflores.

Entre as personalidades sancionadas por Bruxelas, está Luis Parra, que em maio tentou substituir o líder da oposição, Juan Guaidó, na presidência do Parlamento, assim com outros membros da Assembleia Nacional eleitos "irregularmente".

A decisão, publicada no Jornal Oficial da União Europeia, eleva para 36 o número de pessoas alvo de sanções na Venezuela por atentado à democracia, ao estado de Direitos e aos Direitos Humanos.

As pessoas sancionadas ficam impedidas de entrar na União Europeia e os seus bens na região são arrestados.

A União Europeia denunciou o voto que permitiu a eleição de Parra, referindo que "não é legítima".

"A pretensa eleição de Luis Parra não foi legítima pois ela não respeitou os procedimentos jurídicos, nem os princípios constitucionais democráticos", criticou Bruxelas.

"Os desenvolvimentos recentes agravaram ainda mais a crise constitucional e politica que perdura na Venezuela e reduz o espaço democrático e constitucional no país", acrescentaram as instâncias europeias.
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