"Ninguém pode ser como nós". Trump exalta "grandeza" dos EUA no aniversário da Independência
Entre homenagens aos veteranos de guerra e à tripulação da Artémis, Trump afirmou que o país tem "um destino escrito por Deus". No discurso do 4 de Julho, o presidente sublinhou a capacidade de resistência dos EUA a "comunistas" e a "tiranos terríveis".
O presidente norte-americano exaltou no sábado "a grandeza" dos Estados Unidos no discurso das comemorações dos 250 anos da Independência, numa intervenção adiada devido ao mau tempo e na qual afirmou que ninguém poderá igualar o poderio do país.
"Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós", afirmou.
O republicano agradeceu à multidão, composta na grande maioria por apoiantes, que tiveram de esperar várias horas no meio de uma onda de calor, para depois terem de abandonar o recinto e passar novamente pelo rigoroso controlo de segurança ao regressarem.
Ao estilo de um comício político, Trump reiterou advertências sobre a ameaça do comunismo. "Não queremos comunistas no nosso país. Nunca funcionou", afirmou, referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas socialistas nas primárias para as eleições intercalares de novembro próximo.
Aproveitou também para promover a controversa reforma eleitoral, que tornaria mais rigorosos os requisitos para se registar e votar nas eleições federais, ainda paralisada no Congresso.
"Os Estados Unidos estão de volta e queremos manter a sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei `SAVE America`, o que implica que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, terão de apresentar um documento de identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania, e não haverá voto por correspondência, salvo em alguns casos", insistiu.
Trump encadeou relatos de heroísmo e acontecimentos para refletir os valores de patriotismo e liberdade que, segundo afirmou, constituem o espírito norte-americano, ao mesmo tempo que convidou veteranos a subir ao palco para saudar várias bandeiras históricas.
"Juntos, reafirmamos também a verdade de que a força e o poder dos Estados Unidos não são motivo de vergonha. É algo de que nos sentimos muito, muito orgulhosos", acrescentou.
Entre as bandeiras homenageadas no evento encontrava-se a que hasteou no navio almirante quando a Marinha norte-americana afundou a frota espanhola na baía de Manila, "uma das maiores vitórias navais da história", que comparou à "recente vitória ao afundar toda a Marinha iraniana" no recente conflito com Teerão.
Além disso, afirmou que iria entregar uma bandeira que hasteou no Capitólio e que "em breve será hasteada por astronautas norte-americanos no próximo regresso à Lua", assegurou.
O discurso de Trump no `National Mall` marcou o ponto alto de uma série de celebrações que se prolongaram por semanas na capital norte-americana e que suscitaram polémica entre os críticos, que acusam o presidente de politizar uma comemoração que, pela sua natureza, deve incluir todos os norte-americanos.
A Administração republicana criou o "Freedom 250" para organizar eventos alternativos aos planeados pela organização apartidária "America250", entre os quais a Grande Feira Estadual Americana na capital, um evento que ficou aquém das expectativas devido a um número de participantes inferior ao previsto, a uma onda de calor e ao cancelamento de dezenas de artistas.
As palavras de Trump foram precedidas por um espetáculo de fogo de artifício, o maior do género em Washington, com o qual o Governo pretende estabelecer um recorde, mas que provocaria condições insalubres em partes da cidade, de acordo com documentos do Serviço Nacional de Parques analisados pelo jornal The Washington Post.
c/ Lusa